
Pois é, pessoal. A situação não tá nada boa. O Cantareira, aquele gigante que abastece milhões de paulistas, está dando sinais preocupantes — e a Sabesp precisou tomar uma atitude drástica.
Na quarta-feira (27), o nível do sistema despencou para 34,6%. Parece número? Só na teoria. Na prática, é o pior patamar para o mês de agosto desde 2021. Uma queda que fez soar todos os alarmes.
A ordem veio da DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), que não teve dúvidas: a Sabesp terá que reduzir imediatamente a quantidade de água que retira do sistema. A meta agora é tirar, no máximo, 24,5 metros cúbicos por segundo. Uma mudança significativa — e necessária.
Por Trás dos Números: O Que Isso Significa?
Olha, não é exagero. O volume útil do Cantareira — a parte da água que a gente realmente pode usar — caiu para 34,6%. O volume total ficou em 59,5%. Números que assustam, mas que refletem a falta de chuvas consistentes na região.
E aí, você pode pensar: "Mas choveu esses dias!" Pois é, choveu mesmo. Só que não foi o suficiente. As precipitações ficaram abaixo do esperado para o período, e o sistema não se recuperou como precisava. Às vezes, a natureza prega essas peças.
E Agora, José?
A redução na captação é, na verdade, um plano de contingência. Uma forma de evitar que o sistema se deteriore ainda mais rápido. A Sabesp, claro, já se mexeu. Eles afirmaram que vão "otimizar a produção dos outros sistemas" para compensar a água que não vão poder tirar do Cantareira.
Traduzindo: vão tentar puxar mais de outros lugares, como Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Grande. Mas será que isso basta? A gente torce — e fica de olho.
Não É a Primeira Vez…
Quem viveu a crise hídrica de 2014-2015 sabe do que estou falando. Naquela época, o Cantareira quase secou. A gente reviveu um filme de terror, com racionamento, bombas emergenciais e aquele drama diário.
Dessa vez, a situação ainda não chegou lá — e tomara que não chegue. Mas o alerta está dado. A população precisa fazer a sua parte: evitar desperdícios, fechar a torneira, reaproveitar água. Pequenos gestos que, somados, fazem uma diferença enorme.
Enfim, o momento é de cuidado. A Sabesp monitora a situação dia e noite, e a gente torce para as chuvas de setembro chegarem com força. Até lá, é ficar de olho no céu — e no hidrômetro.