El Niño deve reduzir furacões no Atlântico em 2026, prevê NOAA
El Niño reduzirá furacões no Atlântico em 2026

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou, nesta quinta-feira (21), sua previsão para a temporada de furacões no Atlântico Norte de 2026. De acordo com o órgão, o fenômeno El Niño, que deve se intensificar no segundo semestre, deverá manter a atividade ciclônica abaixo da média histórica.

Previsão para a temporada

A NOAA projeta entre 8 e 14 tempestades tropicais nomeadas no período de 1º de junho a 30 de novembro. Desse total, de 3 a 6 devem atingir a categoria de furacão, e de 1 a 3 podem se tornar furacões de grande intensidade (categorias 3, 4 ou 5).

Influência do El Niño

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, o que altera a circulação atmosférica global. No Atlântico Norte, o fenômeno aumenta o cisalhamento do vento em altitude — a diferença de velocidade e direção entre camadas da atmosfera —, dificultando a formação e o fortalecimento de furacões.

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Segundo a NOAA, há 55% de probabilidade de que a temporada fique abaixo da média histórica, 35% de chance de ser próxima da média e apenas 10% de superar a média. A confiança nas faixas projetadas é de 70%.

Comparação com a média histórica

Em média, a região registra 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três furacões de grande intensidade por temporada. Tempestades tropicais nomeadas são aquelas com ventos sustentados a partir de 63 km/h. Furacões atingem ventos a partir de 119 km/h, e os de grande intensidade ultrapassam 178 km/h.

Fatores que podem favorecer ciclones

Apesar do efeito inibidor do El Niño, a previsão considera outros elementos que poderiam favorecer a atividade ciclônica. As águas do Atlântico devem permanecer ligeiramente mais quentes que a média, e os ventos alísios estão projetados como mais fracos que o normal — condições que, isoladamente, ampliariam a chance de formação de tempestades. No entanto, o peso atribuído ao El Niño é maior na composição final da previsão.

O diretor do Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, Ken Graham, destacou: "Embora o impacto do El Niño na bacia do Atlântico tenda a suprimir o desenvolvimento de furacões, ainda há incerteza sobre como cada temporada vai se desenrolar. Basta uma tempestade para tornar a temporada muito ruim."

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