Uma nova pesquisa publicada na revista Scientific Reports desvendou o mistério por trás da notável resistência da Grande Pirâmide de Quéops, no Egito, a terremotos. A estrutura, seus materiais e a interação com o solo são fatores cruciais que mantêm essa maravilha do mundo antigo intacta há milênios.
Vibrações revelam segredo estrutural
O estudo, liderado por Asem Salama, registrou as vibrações do ambiente em 37 locais, incluindo câmaras internas da pirâmide e pontos do solo ao redor. As medições revelaram que a maioria das vibrações dentro da pirâmide (76%) tinha frequência entre 2,0 e 2,6 hertz, indicando que a estrutura recebe as trepidações de maneira uniforme.
Já as vibrações no solo externo apresentavam frequência de aproximadamente 0,6 hertz. Essa diferença evidencia uma limitação na interação entre o solo e a estrutura, o que ajuda a proteger a pirâmide durante atividades sísmicas.
Materiais e design contribuem para resiliência
Os pesquisadores também observaram que os materiais da pirâmide influenciam sua resistência. Construída em calcário, uma rocha rígida com centro de gravidade baixo, a estrutura sofre menos impacto durante terremotos. A pirâmide já enfrentou abalos sísmicos significativos, como os de 1847 (magnitude 6,8) e 1992 (magnitude 5,8), sem sofrer danos graves.
No entanto, o estudo alerta que não é possível determinar se o projeto original previa a possibilidade de atividade sísmica. A pesquisa reforça o conhecimento sobre as técnicas construtivas do Egito Antigo e a durabilidade de suas obras.



