Asa Norte em Brasília: Interdição de Rua Vira Dor de Cabeça e Gera Revolta entre Moradores
Interdição em Brasília gera caos e revolta na Asa Norte

Não deu nem tempo de piscar. De um dia para o outro, os moradores da 714/715 Norte acordaram com uma surpresa nada agradável: uma das vias principais do setor, simplesmente interditada. E o pior? Quase ninguém avisou.

O caos, como era de se esperar, se instalou rápido. Imagine só: carros, ônibus, motos — tudo tentando se espremer nas ruas laterais, que não foram feitas para aguentar tanto volume. O barulho de buzinas virou a trilha sonora do bairro. E o tempo de deslocamento? Triplicou, pelo menos.

O Comércio Sentiu no Bolso

Os lojistas foram direto para a linha de frente do prejuízo. Com o acesso difícil, a clientela sumiu. "É um tiro no pé", desabafa um comerciante que preferiu não se identificar. "A gente já vinha se recuperando devagar da pandemia, e agora isso. Como é que fica?"

O sentimento geral é de frustração. A falta de informação prévia é o que mais corta. Nada de comunicado oficial, nem um aviso na esquina. A primeira notícia para muitos foi o tapume já instalado e a placa de 'Interditado'.

E a Prefeitura, o que Diz?

Procurada, a Novacap — a companhia responsável — justificou a operação. Alegou que é um serviço de recuperação da rede de esgoto, algo urgente e necessário. Dizem que o trabalho é complexo e, por segurança, a interdição total era inevitável.

Mas e aí? Urgência justifica falta de comunicação? Essa é a pergunta que fica no ar, ecoando entre os moradores. Um aviso de 24 ou 48 horas teria mudado tudo. Teriam dado tempo de se reorganizar, de avisar os clientes, de buscar rotas alternativas.

Enquanto a obra não termina — e não há uma data clara para isso — o jeito é respirar fundo e ter paciência. Ou não. A revolta é palpável, e a comunidade já começa a se organizar para cobrar respostas mais transparentes. A lição que fica? Quando se trata de obras públicas, diálogo não é um detalhe. É o ponto principal.