Vazamento em Mina da Vale em Ouro Preto Afeta Instalações da CSN
A Vale comunicou nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, que ocorreu um extravasamento de água com sedimentos em uma cava de contenção da mina de Fábrica, localizada no município de Ouro Preto, em Minas Gerais. O incidente, que aconteceu no dia 25 de janeiro, coincidiu com o sétimo aniversário do desastre na barragem de Brumadinho, embora a empresa tenha enfatizado que não há qualquer relação entre os eventos.
Volume do Vazamento e Impactos
Segundo informações da prefeitura local, o volume vazado foi estimado em cerca de 220.000 metros cúbicos, o que equivale a aproximadamente 88 piscinas olímpicas. A Vale destacou que não houve feridos e que as comunidades do entorno não foram afetadas diretamente pelo vazamento. No entanto, o material extravasado atingiu as instalações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na região, levantando preocupações sobre possíveis danos e interrupções operacionais.
Procurada para comentar o assunto, a CSN não retornou imediatamente, deixando em aberto questões sobre a extensão dos impactos em suas operações. A Vale, por sua vez, reforçou que o incidente não tem relação com suas barragens na área, que continuam com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sob monitoramento contínuo 24 horas por dia, sete dias por semana.
Projeções Econômicas e Segurança
Apesar do vazamento, a mineradora afirmou que as projeções para o ano seguem inalteradas, indicando que o evento não deve afetar significativamente seus resultados financeiros. Este posicionamento visa tranquilizar investidores e o mercado, em um contexto onde acidentes ambientais podem gerar incertezas e repercussões legais.
O caso ressalta a importância de medidas de segurança em operações minerárias, especialmente em regiões com histórico de desastres. A Vale tem enfrentado escrutínio público desde o rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, que resultou em centenas de mortes e danos ambientais graves. A empresa reiterou seu compromisso com a segurança e o monitoramento constante, buscando evitar novos incidentes.
Autoridades locais e ambientais devem acompanhar de perto as investigações sobre as causas do vazamento e os possíveis efeitos no meio ambiente e na infraestrutura da CSN. Enquanto isso, a comunidade de Ouro Preto e áreas adjacentes permanece alerta, esperando por mais esclarecimentos sobre os riscos e as ações de mitigação.