ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração na Foz do Amazonas após vazamento
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, uma autorização condicional para que a Petrobras retome as atividades de exploração em um poço na Bacia da Foz do Amazonas. As operações estavam suspensas há um mês devido a um incidente de vazamento de fluido de perfuração, que levantou preocupações ambientais na região.
Condições para o retorno das atividades
Para que a perfuração seja restabelecida, a Petrobras deve cumprir uma série de exigências impostas pela ANP. Entre as principais condições estão a troca de peças da sonda, uma revisão completa do plano de manutenção e a comprovação de que todos os funcionários envolvidos no procedimento receberam treinamento adequado. A agência reguladora também informou que está realizando uma auditoria no sistema de segurança da sonda desde o início da semana, visando garantir a integridade das operações futuras.
Detalhes do vazamento e impactos ambientais
O vazamento ocorreu em janeiro, quando aproximadamente 18 mil litros de fluido de perfuração foram liberados da plataforma. Segundo a Petrobras, o líquido não representa riscos significativos ao meio ambiente ou à população da costa do Amapá. No entanto, o incidente aconteceu apenas três meses após o início das operações no poço, chamado Morpho, que é o primeiro de exploração na Bacia da Foz do Amazonas.
Contexto histórico e licenciamento
A obtenção da licença para perfurar nesta região foi um processo longo e complexo para a Petrobras, levando mais de dez anos e enfrentando uma sucessão de negativas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão ambiental expressou preocupações com os riscos de um desastre ecológico irreversível em caso de vazamento de petróleo. Sob intensa pressão de autoridades, o Ibama finalmente cedeu em outubro do ano passado, permitindo o início das atividades.
Atualmente, a Petrobras está na fase de perfuração para verificar a presença de petróleo no local e avaliar as condições para sua extração e exploração. A produção efetiva ainda dependerá de uma nova licença, o que mantém o processo sob rigoroso escrutínio regulatório.