Temporais em Minas Gerais: mortes sobem para 68, com Juiz de Fora como epicentro da tragédia
Temporais em MG: mortes sobem para 68, Juiz de Fora é epicentro

Temporais em Minas Gerais: mortes sobem para 68, com Juiz de Fora como epicentro da tragédia

O número de mortes registradas após os temporais na zona da mata de Minas Gerais chegou a 68 na manhã desta sexta-feira (27), conforme balanço divulgado pela Polícia Civil. A cidade de Juiz de Fora concentra 62 das vítimas, enquanto Ubá registra outras seis mortes. Na última atualização do Corpo de Bombeiros, os municípios ainda tinham três e duas pessoas desaparecidas, respectivamente, com a corporação mantendo buscas em três frentes de trabalho.

Identificação e liberação dos corpos

Da totalidade de corpos encontrados em Juiz de Fora, 61 já foram identificados e 56 liberados aos familiares, segundo a PC-MG. As seis vítimas de Ubá também foram liberadas, indicando um avanço nos procedimentos pós-tragédia, embora o sofrimento das comunidades permaneça intenso.

Juiz de Fora: a cidade mais atingida

Juiz de Fora foi a localidade mais afetada pelo temporal ocorrido entre segunda (23) e terça-feira (24), com fortes chuvas retornando na noite de quarta-feira (25). O Hospital de Pronto Socorro, um dos principais da cidade, teve o subsolo inundado, enquanto novos deslizamentos e alagamentos em várias vias impediram a passagem de serviços essenciais. O rio Paraibuna chegou a 4 metros de altura, levando a prefeitura a alertar a população para evitar a região.

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Incidentes graves incluíram um desabamento de prédio no bairro Vila Ideal e um deslizamento de terra no bairro Três Moinhos. Na noite de quinta (26), a prefeitura interditou um trecho da avenida Presidente Itamar Franco, que dá acesso ao bairro Dom Bosco, por recomendação da Defesa Civil, após registros de deslizamentos na área.

Estado de calamidade e números alarmantes

Ao todo, segundo a administração de Juiz de Fora, o município ainda tem mais de 4.200 pessoas desabrigadas ou desalojadas, com a cidade em estado de calamidade pública desde a última terça-feira. Moradores relataram à Folha que, apesar de receberem alertas da Defesa Civil pouco antes da tragédia, nunca tiveram treinamento sobre como reagir em situações de emergência.

Juiz de Fora é a quarta cidade brasileira que mais registra alertas da Defesa Civil neste ano, com 35 ocorrências, e a que mais tem pessoas vivendo em áreas de risco: 128 mil. Essa estatística sublinha a vulnerabilidade da região a desastres naturais e a necessidade urgente de medidas preventivas.

Críticas políticas e contexto

Enquanto isso, o governador Romeu Zema e o deputado Nikolas Ferreira enfrentam duras críticas nas redes sociais por suposta falta de apoio durante as tragédias em Minas Gerais. As chuvas destruíram cidades e deixaram dezenas de mortos, exacerbando tensões políticas em meio à crise humanitária.

A situação em Juiz de Fora e Ubá continua crítica, com esforços de resgate e assistência em andamento, enquanto as comunidades lutam para se recuperar dos estragos causados pelos temporais.

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