Tempestade de inverno nos EUA deixa 10 mortos, cancela voos e causa apagões
Tempestade nos EUA: 10 mortos, voos cancelados e apagões

Tempestade de inverno nos EUA causa tragédia e caos aéreo

Ao menos dez pessoas perderam a vida devido à intensa tempestade de inverno que assola parte dos Estados Unidos nesta semana, um evento climático que tem gerado graves consequências em todo o país. A tempestade, descrita como extensa e de longa duração pelo Serviço Nacional de Meteorologia, provocou quedas generalizadas de energia e um impacto significativo na aviação, com milhares de voos cancelados e dezenas de estados em alerta máximo.

Mortes e estados de emergência

As fatalidades foram registradas em diferentes regiões, destacando-se cinco óbitos na cidade de Nova York, conforme informado pelo prefeito Zohran Mamdani. Embora ele não tenha confirmado se as mortes estão diretamente relacionadas ao frio intenso, Mamdani afirmou que as vítimas estavam ao ar livre durante as temperaturas glaciais que atingem a área. Além disso, três mortes ocorreram no Texas e mais duas na Louisiana, incluindo uma adolescente de 16 anos que faleceu em um acidente de trenó, ilustrando os perigos das condições adversas.

Diante da gravidade da situação, ao menos 20 estados e a capital Washington decretaram estado de emergência. Em várias dessas localidades, as autoridades emitiram orientações para que os moradores permaneçam em casa, visando evitar mais incidentes e garantir a segurança pública durante o pico da tempestade.

Caos aéreo e recordes de cancelamentos

O setor de aviação foi severamente afetado, com mais de 19.000 voos com origem ou destino aos Estados Unidos cancelados apenas no fim de semana. Segundo dados da plataforma Cirium, quase 38% de todos os voos agendados para deixar o país ontem foram cancelados, um número que representa o mais alto desde a pandemia. Para comparação, em 30 de março de 2020, durante os efeitos iniciais do lockdown, 12.143 voos foram cancelados nacionalmente.

Na manhã de hoje, a agência de notícias AFP reportou que outros 2.500 voos também foram cancelados, ampliando o caos nos aeroportos. Entre as cidades mais impactadas estão Nova York, Washington, Chicago, Dallas e Atlanta, onde os passageiros enfrentam atrasos e incertezas devido às condições climáticas extremas.

Apagões e preocupações com o abastecimento

Além dos problemas no transporte aéreo, a tempestade causou sérios transtornos no fornecimento de energia elétrica. Mais de 840.000 pessoas ficaram sem eletricidade em todo o país, com a região Sul sendo a mais afetada. No Tennessee, por exemplo, o gelo acumulado derrubou linhas de transmissão, deixando mais de 300.000 residências no escuro.

As autoridades demonstram preocupação especial com o abastecimento elétrico em regiões onde o frio intenso é atípico, como Kentucky e Georgia, onde se espera que as temperaturas batam recordes históricos. Hoje, a cidade de Atlanta pode registrar mínimas de -9°C, um cenário que exige preparação e resposta rápida dos serviços de emergência.

Origem e duração da tempestade

O Serviço Nacional de Meteorologia explicou que a tempestade se originou de uma perturbação no vórtice polar que veio do Canadá, resultando em neve e chuva congelada que devem persistir por semanas. Essa condição prolongada aumenta os riscos de mais danos à infraestrutura e à população, exigindo vigilância contínua e medidas de mitigação.

Enquanto isso, figuras públicas como Bill Clinton e Barack Obama têm se manifestado, embora em um contexto diferente, pedindo que os americanos reajam a questões sociais, mas isso não altera o foco imediato na crise climática que assola o país. A tempestade de inverno continua a ser uma prioridade para as autoridades, que trabalham para restaurar serviços essenciais e prevenir novas tragédias.