Uma tempestade de curta duração, mas de grande intensidade, causou estragos significativos em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, na noite de sexta-feira, 9 de fevereiro. O evento climático resultou em um blecaute que afetou mais de 20,8 mil imóveis e 100 semáforos, além de provocar quedas de árvores e um acidente incomum envolvendo a queda de um andaime de um prédio em construção.
Caos e interrupção no fornecimento de energia
O temporal, que trouxe rajadas de vento de até 68 km/h e um acumulado de 26,6 mm de chuva – com 19 mm caindo em apenas 15 minutos –, sobrecarregou a rede elétrica da cidade. De acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), as equipes de campo trabalharam durante a noite e ao longo do sábado (10) para normalizar a situação.
Às 12h15 do sábado, a concessionária informou que cerca de 900 imóveis ainda permaneciam sem energia elétrica, o que representava aproximadamente 0,52% do total de unidades consumidoras do município. A Copel emitiu nota explicando que as intervenções incluíam o isolamento de áreas danificadas e manobras na rede para substituição de equipamentos.
Acidentes e danos materiais registrados
Além do apagão generalizado, a tempestade causou danos físicos consideráveis. O Corpo de Bombeiros registrou pelo menos 14 quedas de árvores em diferentes pontos da cidade, muitas das quais atingiram a fiação elétrica, agravando o problema do fornecimento.
O incidente mais chamativo ocorreu no centro da cidade, onde o andaime de um prédio em construção desabou, atingindo um poste de energia e um carro que estava estacionado no local. Felizmente, conforme destacou a Defesa Civil municipal, não houve registro de feridos nem de famílias desabrigadas em decorrência de todos os eventos.
Normalização dos serviços e monitoramento
O funcionamento dos semáforos foi restabelecido ainda na noite de sexta-feira, garantindo a segurança do trânsito. A Copel garantiu que as equipes continuavam atuando para o restabelecimento total da energia, embora alertasse que as ações são dinâmicas e podem alternar o número de unidades desligadas durante os reparos.
Apesar da força do temporal, a resposta rápida dos serviços de emergência e das equipes de manutenção evitou consequências mais graves. A situação serve como alerta para a intensificação de eventos climáticos extremos na região.