Frio extremo em Nova York causa 13 mortes por hipotermia em 11 dias
Nova York: 13 mortes por hipotermia em 11 dias de frio

Frio intenso em Nova York provoca 13 mortes por hipotermia em 11 dias consecutivos

Nova York enfrenta uma onda de frio extremo que já resultou em 13 mortes relacionadas à hipotermia, conforme declarou o prefeito Zohran Mamadani nesta segunda-feira (2). A cidade completou seu 11º dia consecutivo com temperaturas abaixo de zero, um período que tem desafiado os serviços públicos e a população.

Detalhes das mortes e ações emergenciais

Durante a entrevista coletiva, Mamadani explicou que a hipotermia teve um papel crucial em 13 das 16 mortes de nova-iorquinos registradas nesse intervalo de tempo. Os outros três casos foram atribuídos a overdose de drogas, conforme investigações preliminares. É importante destacar que nenhuma dessas vítimas estava dormindo nas ruas no momento do óbito, embora algumas tenham feito contato prévio com serviços de abrigos de emergência.

O prefeito enfatizou as medidas adotadas pela cidade para mitigar os efeitos do frio intenso. Nova York disponibiliza centros de acolhimento de emergência e uma frota de 20 veículos equipados com pessoal da saúde. Até esta manhã, mais de 930 pessoas foram encaminhadas para abrigos e locais seguros, além de 18 nova-iorquinos terem sido realocados involuntariamente por representarem perigo para si ou para outros.

Contexto histórico e estatísticas alarmantes

Entre 2005 e 2021, Nova York registrou anualmente entre nove e 27 mortes relacionadas ao frio, de acordo com dados oficiais. No entanto, esse número apresentou um aumento significativo nos últimos anos, subindo para 34 em 2021 e atingindo 54 em 2022. Essa tendência ascendente reflete os desafios crescentes enfrentados pela cidade durante períodos de clima severo.

O controlador financeiro da cidade, Mark Levine, forneceu um panorama preocupante sobre a população sem lar em Nova York. Ele estima que existam dezenas de milhares de nova-iorquinos nessa situação, a maioria composta por famílias com crianças. Quase 95% dessas pessoas residem em abrigos municipais, que têm visto flutuações significativas em sua ocupação.

Evolução da população em abrigos municipais

Em agosto de 2021, os abrigos municipais abrigavam 44.586 pessoas, o menor número diário em quase uma década. Contudo, essa cifra representa um aumento expressivo quando comparada a períodos anteriores. Entre janeiro de 2000 e janeiro de 2020, a população em abrigos saltou de 22.955 para 62.679 indivíduos, evidenciando uma crise habitacional que se agrava com o tempo.

Esses dados destacam a importância de políticas públicas robustas e ações coordenadas para proteger os cidadãos durante eventos climáticos extremos, como a atual onda de frio em Nova York.