Onda de frio histórica nos EUA: mortes chegam a 85 e temperaturas podem atingir -45 °C
EUA: frio de -45°C e 85 mortes em tempestade histórica

Onda de frio histórica nos EUA provoca 85 mortes e previsão de -45 °C

Os Estados Unidos enfrentam uma das piores tempestades de inverno das últimas décadas, com o número de mortos subindo para 85 pessoas, conforme dados atualizados da Associated Press divulgados nesta sexta-feira (30). A contagem foi realizada com base em informações fornecidas pelos governos dos estados mais afetados pela onda de frio extremo que assola o país.

Mobilização da Guarda Nacional e crise energética

Centenas de soldados da Guarda Nacional foram mobilizados na quinta-feira nos estados do Mississippi e Tennessee, regiões severamente impactadas pelo gelo e neve. A missão principal inclui a remoção de destroços e o auxílio a pessoas que ficaram presas em veículos ou em residências sem acesso à energia elétrica. Enquanto isso, os estados do sul tentam se recuperar dos estragos causados pela forte tempestade antes da chegada de uma nova frente fria ainda mais intensa.

O Serviço Nacional de Meteorologia alertou que o ar ártico que avança para o sudeste do país deve fazer com que as temperaturas, já extremamente baixas, caiam para cerca de -10°C na noite de sexta-feira em cidades como Nashville, no Tennessee. Nessa localidade, mais de 79.000 residências e empresas continuavam sem energia elétrica cinco dias após a tempestade inicial, que despejou neve e gelo em vastas áreas do leste dos Estados Unidos.

Impacto humano e relatos pessoais

O frio intenso tem causado sérios transtornos à população, como no caso de Glyn Alexander, de 73 anos, que passou três dias sem eletricidade em sua casa em Belzoni, uma pequena cidade no Delta do Mississippi. Diante da situação crítica, ela decidiu buscar refúgio em um abrigo local, onde um gerador mantém a temperatura interna em confortáveis 28°C, oferecendo um alívio necessário em meio ao caos climático.

As previsões meteorológicas indicam que algumas regiões podem registrar temperaturas ainda mais extremas, chegando a incríveis -45°C, o que amplia os riscos para a saúde pública e a infraestrutura. Autoridades locais e federais estão em alerta máximo, coordenando esforços para mitigar os efeitos dessa crise sem precedentes.