Ciclone Gezani provoca destruição massiva em Madagascar
O ciclone tropical Gezani atingiu a costa leste de Madagascar nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, deixando um rastro de destruição e causando pelo menos 31 mortes confirmadas. O fenômeno meteorológico de grande intensidade devastou especialmente a cidade portuária de Toamasina, onde rajadas de vento alcançaram impressionantes 250 quilômetros por hora.
Impacto devastador em Toamasina
A cidade de Toamasina, principal porto de Madagascar, foi a mais afetada pelo ciclone Gezani. Infraestruturas públicas e residenciais foram severamente danificadas, com relatos de desabamentos, destelhamentos generalizados e inundações em diversas áreas urbanas. Autoridades locais estão mobilizando equipes de resgate e avaliação de danos, enquanto a população enfrenta interrupções no fornecimento de energia elétrica e serviços básicos.
O poder destrutivo do ciclone foi excepcional, com ventos sustentados que superaram todas as previsões iniciais. Meteorologistas alertam que fenômenos desta magnitude têm se tornado mais frequentes na região do Oceano Índico, possivelmente relacionado às mudanças climáticas globais.
Trajetória em direção ao continente africano
Após causar estragos em Madagascar, o ciclone Gezani segue sua trajetória em direção ao continente africano. Previsões indicam que o fenômeno deve atingir Moçambique na sexta-feira, 13 de fevereiro, embora com intensidade potencialmente reduzida. Autoridades moçambicanas já emitiram alertas preventivos para as províncias costeiras, recomendando evacuações em áreas de risco.
Especialistas em meteorologia tropical monitoram constantemente a evolução do ciclone, que mantém características de tempestade tropical intensa. A passagem sobre Madagascar pode ter enfraquecido ligeiramente o sistema, mas ainda representa risco significativo para as populações costeiras de Moçambique.
Resposta humanitária e desafios logísticos
Organizações humanitárias internacionais começam a mobilizar recursos para auxiliar Madagascar no enfrentamento desta crise. O acesso às áreas mais afetadas representa um desafio logístico considerável, devido aos danos em estradas e infraestrutura de comunicação. Equipes de emergência trabalham para estabelecer corredores humanitários que permitam a distribuição de água potável, alimentos e medicamentos.
O governo malgaxe declarou estado de emergência nas regiões atingidas e solicita apoio internacional para lidar com as consequências do desastre. A temporada de ciclones no sudoeste do Oceano Índico tradicionalmente atinge seu pico entre janeiro e março, mas eventos como o Gezani destacam a necessidade de sistemas de alerta precoce mais robustos e infraestruturas resilientes.
Enquanto Madagascar inicia o longo processo de recuperação, a atenção se volta também para Moçambique, país que ainda sofre os efeitos de ciclones anteriores e agora se prepara para mais um desafio climático extremo.



