Alagamentos afetam bairros de Monte Mor após chuvas intensas; emergência é decretada
Os bairros Jardim Progresso e Vila Farid Callil amanheceram com alagamentos nesta sexta-feira (30), em Monte Mor, no interior de São Paulo. A prefeitura municipal confirmou que não há famílias desalojadas, mas os moradores das duas localidades foram notificados sobre os riscos iminentes devido ao excesso de água.
Monitoramento e índices pluviométricos registrados
A Defesa Civil de Monte Mor informou que mantém um monitoramento contínuo dos cursos d’água após as chuvas que ocorreram durante a noite. O maior índice pluviométrico registrado foi de 38,8 mm, na estação do Jardim Paviotti. O acumulado em 72 horas chegou a impressionantes 125,8 mm, evidenciando a intensidade do temporal.
Durante a madrugada, o município também recebeu carga d’água proveniente de Campinas, agravando a situação. Na Bacia do Capivari, o maior índice foi de 40,6 mm, na estação Jardim das Bandeiras.
Plano de Contingência ativado e abrigo disponível
Um Plano de Contingência e Proteção foi ativado pela prefeitura para lidar com a crise. Qualquer pessoa em risco ou que deseje se abrigar será acolhida no Ginásio de Esportes Durval Gonçalves, localizado na Praça Princesa Isabel.
Confira, abaixo, a situação nas áreas monitoradas até cerca de 9h15, segundo a prefeitura:
- Capuavinha: calha cheia, sem transbordamento no momento.
- Jardim Progresso: equipes em campo com orientação direta aos moradores.
- Rua Antônio La Velha Júnior: ponto monitorado, com variação de nível ao longo da madrugada.
Decreto de situação de emergência com vigência de 180 dias
A prefeitura de Monte Mor decretou situação de emergência nas áreas afetadas pelas chuvas intensas registradas na quarta-feira (28). O decreto tem vigência de 180 dias e permite que a cidade adote medidas administrativas para garantir atendimento rápido à população e acelerar a recuperação das áreas atingidas.
De acordo com o decreto, o volume de chuva registrado foi considerado anormal e inédito. Foram 70,3 milímetros em apenas 40 minutos e 86 milímetros no acumulado de 24 horas, provocando uma série de danos:
- Alagamentos em vias públicas e residências
- Queda de árvores
- Danos em pontes e pontilhões, com maior impacto na região central
- Queda de três pontes de madeira
- Solapamento do solo com arrancamento de asfalto em diferentes bairros
- Quatro quedas de muros
- Três residências parcialmente interditadas
- Pontos de erosão em estradas rurais
- Comprometimento de margens
- Alagamentos causados pelo entupimento de galerias de águas pluviais
A situação permanece sob vigilância, com autoridades locais trabalhando para minimizar os impactos e garantir a segurança dos cidadãos.