Rússia realiza exercícios nucleares com mísseis e testa arsenal
Rússia realiza exercícios nucleares com mísseis

Rússia realiza exercícios militares com mísseis nucleares

A Rússia está conduzindo exercícios militares de grande escala para testar seus mísseis com capacidade nuclear. Nesta quinta-feira (21), o Ministério da Defesa do país divulgou um vídeo que exibe o arsenal, mostrando veículos lançadores de mísseis atravessando florestas, caças-bombardeiros e jatos de combate com capacidade nuclear decolando, além de navios e submarinos no mar.

Segundo comunicado oficial, as operações começaram na terça-feira (19) e terminam nesta sexta-feira (22), realizadas em território russo e de Belarus. O ministério detalhou: "As formações e unidades militares das forças de mísseis estratégicos realizaram medidas para colocar suas forças em prontidão para executar tarefas de combate que envolvam lançamentos de mísseis. Como parte do exercício das forças nucleares, munições nucleares foram entregues às instalações de armazenamento de campanha da área de posicionamento da brigada de mísseis na República da Bielorrússia".

Participação de Putin e Lukashenko

De acordo com a agência de notícias bielorussa BELTA, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente de Belarus Alexander Lukashenko acompanharam os exercícios por videoconferência. Putin justificou o treinamento citando as "crescentes tensões em todo mundo", mas afirmou que o uso de armas nucleares é apenas "uma medida de último recurso". "Dada a crescente tensão em todo o mundo, a nossa tríade nuclear deve servir como garantia confiável da soberania da Rússia e de Belarus, mas o uso de armas nucleares é apenas uma medida de último recurso", declarou o russo.

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Questionado sobre os exercícios, o porta-voz do Kremlin não se estendeu no assunto, mas admitiu que treinamentos do tipo "são sempre um sinal". Segundo Moscou, este é um dos maiores exercícios nucleares realizados em anos, envolvendo 64 mil pessoas, com o objetivo de treinar suas forças na "preparação e uso de forças nucleares em caso de agressão".

Míssil Sarmat: o 'Satanás' da Otan

No dia 12, a Rússia anunciou o teste final de seu míssil balístico intercontinental Sarmat, que tem capacidade nuclear, alcance de até 35 mil quilômetros e pode viajar pelos dois polos e chegar à Europa em menos de dez minutos. O comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, anunciou que o teste foi concluído com sucesso.

O RS-28 Sarmat faz parte de uma série de mísseis apresentados em 2018 como "invisíveis" por Vladimir Putin. Segundo Putin, o Sarmat é capaz de "derrotar todos os sistemas antiaéreos modernos". Apelidado pela Otan de "Satanás" por seu alcance e velocidade, além da capacidade de desviar de radares, o míssil pode transportar dez ou mais ogivas nucleares, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Desenvolvido para substituir os antigos R-36M soviéticos da Guerra Fria, o diferencial do Sarmat está na capacidade de percorrer rotas incomuns, incluindo os polos Norte e Sul, dificultando a detecção por sistemas tradicionais de defesa antimísseis. O míssil também pode carregar veículos hipersônicos Avangard, ogivas capazes de mudar de trajetória e velocidade durante o voo para escapar de interceptações.

Autoridades russas afirmam que o sistema foi projetado para superar escudos antimísseis modernos dos Estados Unidos e da Europa. Segundo o governo russo, o Sarmat é o míssil mais poderoso com a maior distância do mundo para atingir alvos, aumentando significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas do país.

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