Irã diz que há avanços em acordo com EUA, mas nega iminência
Irã cita avanços em acordo com EUA, mas nega iminência

O Irã afirmou nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, que as negociações com os Estados Unidos para encerrar a guerra de forma duradoura apresentam avanços significativos, mas ressaltou que um acordo definitivo ainda não está próximo. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, durante sua entrevista coletiva semanal.

Declarações do porta-voz iraniano

“É verdade que chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão”, afirmou Baqaei. No entanto, ele foi cauteloso ao comentar sobre a possibilidade de uma assinatura iminente: “Afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo que ninguém pode sustentar.”

Taxas de navegação no Estreito de Ormuz

O governo iraniano também anunciou que começará a cobrar taxas por “serviços de navegação” dos navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz. “Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, assim como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Mar de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”, explicou Baqaei. Ele acrescentou, no entanto, que o Irã “não busca cobrar pedágios”.

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Acordo preliminar entre EUA e Irã

No domingo, 24 de maio, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar para acabar com a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, conforme revelou uma autoridade americana ao jornal The New York Times. O documento ainda não foi aprovado pelo presidente Donald Trump nem pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

Detalhes do acordo

Segundo a reportagem, o acordo prevê o compromisso do Irã em descartar seu estoque de urânio altamente enriquecido, mas o mecanismo para isso ainda está em discussão. Trump, em algumas ocasiões, manifestou o desejo dos Estados Unidos de apreender o material como parte do plano para limitar a produção nuclear do Irã. Além disso, o atual acordo não abordaria a questão dos mísseis iranianos nem do enriquecimento de urânio pelo país.

As informações são da agência AFP.

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