G7 exige reabertura de Ormuz e reforça cooperação multilateral em cúpula em Paris
G7 pede reabertura de Ormuz e cooperação multilateral em Paris

G7 exige reabertura imediata do Estreito de Ormuz e reforça cooperação multilateral

Os ministros das Finanças do G7 divulgaram uma declaração conjunta nesta terça-feira, 19 de maio, em que defenderam a reabertura “imediata” do Estreito de Ormuz e reafirmaram seu compromisso com a cooperação multilateral para lidar com os riscos à economia global. A cúpula, realizada em Paris, reuniu representantes do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

Declaração conjunta e compromissos

Na declaração, os ministros afirmaram que permanecem comprometidos com a estabilidade dos mercados de energia e apelaram para que outros países evitem restrições arbitrárias às exportações. O ministro das Finanças francês instou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial a intensificarem seus esforços para ajudar os países mais vulneráveis a enfrentar as consequências econômicas do conflito no Oriente Médio, como a escassez de fertilizantes.

Participação ampliada e tensões geopolíticas

Os representantes do G7 foram acompanhados por autoridades de outros países, incluindo alguns estados do Golfo, Brasil e Quênia. A reunião buscou construir novas parcerias em meio a tensões sobre questões que vão desde a guerra com o Irã e a pressão militar da Rússia sobre a Ucrânia até o questionamento de alianças tradicionais, especialmente sob o governo de Donald Trump.

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Desequilíbrios econômicos e críticas

Na declaração conjunta, que veio após trocas de opiniões “francas” – expressão que diplomatas costumam usar quando há divergências – os ministros também apelaram para o fortalecimento da vigilância contínua dos desequilíbrios globais no âmbito do FMI. O ministro das Finanças francês, Lescure, enfatizou que os desequilíbrios econômicos globais estão alimentando atritos comerciais e representam um risco de turbulência nos mercados financeiros, destacando um padrão em que a China consome menos, os Estados Unidos consomem em excesso e a Europa investe menos.

O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, disse a repórteres na segunda-feira: “Vemos como outros estão mudando as regras, e não quero que acabemos sendo os tolos”, defendendo que a Europa estabeleça requisitos de conteúdo local e defenda seus interesses.

Impactos do conflito no Oriente Médio

A declaração reconheceu que a incerteza econômica mundial aumentou os riscos para o crescimento e a inflação. Durante a reunião, muitos países do G7 expressaram frustração com o fato de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques contra o Irã sem considerar o impacto econômico e o previsível fechamento do Estreito de Ormuz, por onde costuma passar 20% do petróleo e gás consumidos no planeta.

Redução da dependência da China em minerais críticos

Em relação aos minerais críticos e terras raras, os governos do G7 estão tentando coordenar esforços para reduzir a dependência da China, que domina as cadeias de suprimentos vitais para tecnologias como veículos elétricos, energia renovável e sistemas de defesa. O Comissário Europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, afirmou que o bloco está progredindo nas parcerias de matérias-primas, mas acrescentou que isso não acontecerá da noite para o dia. “Isso requer tempo e preparação adequada”, destacou.

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