Polícia conclui inquérito sobre queda de recém-nascida em UTI de Araçatuba
Polícia conclui inquérito sobre queda de bebê em UTI de Araçatuba

A Polícia Civil de São Paulo concluiu oficialmente o inquérito que investigava a queda de uma recém-nascida, com apenas cinco dias de vida, dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Araçatuba. O incidente, que ocorreu em maio de 2025, resultou em traumatismo craniano e a formação de um coágulo cerebral na bebê, que felizmente conseguiu se recuperar e recebeu alta médica após o tratamento.

Responsabilização da funcionária

Com o término das investigações, a polícia atribuiu a responsabilidade a uma funcionária da UTI, enquadrando-a no crime de lesão corporal culposa, caracterizado pela ausência de intenção de causar dano. O crime foi considerado agravado por ter acontecido durante o exercício das funções profissionais da acusada, aumentando a gravidade do caso perante a lei.

Versão da defesa e contradições

Em sua defesa, a mulher alegou que se ausentou brevemente da sala e, ao retornar, encontrou a criança no chão. No entanto, a polícia apurou que a funcionária não poderia ter deixado o local sem supervisionar a recém-nascida, conforme os protocolos de segurança da unidade. Inicialmente, ela sugeriu que a bebê teria caído sozinha ao passar por uma das portinholas da incubadora, mas um laudo pericial técnico descartou completamente essa possibilidade.

Dificuldades na investigação

Apesar da conclusão do inquérito, a polícia não conseguiu determinar com precisão como exatamente ocorreu a queda da recém-nascida. A ausência de câmeras de monitoramento na sala da UTI foi um fator crucial que dificultou significativamente as investigações, limitando a obtenção de evidências visuais diretas.

Hipóteses levantadas

Ao longo do processo, duas principais possibilidades foram consideradas pelos investigadores:

  1. A funcionária pode ter deixado a criança cair acidentalmente no chão durante o manuseio.
  2. Ela pode ter negligenciado ao deixar a incubadora aberta, contrariando as normas que exigem que a porta seja destravada apenas para colocar o bebê dentro do equipamento.

Próximos passos legais

O inquérito policial já foi encaminhado à Justiça, e agora caberá ao Ministério Público (MP) decidir se oferece ou não denúncia formal contra a funcionária. Enquanto isso, a produção da TV TEM tentou contato com a administração do hospital para esclarecer se a profissional continua atuando na unidade de saúde, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

O caso destaca a importância de protocolos rigorosos e supervisão constante em ambientes hospitalares, especialmente em UTIs pediátricas, onde pacientes vulneráveis exigem cuidados extremos. A comunidade de Araçatuba acompanha com atenção os desdobramentos judiciais, esperando que medidas preventivas sejam reforçadas para evitar incidentes similares no futuro.