Palmas é a 7ª capital com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026
Palmas é a 7ª capital com melhor qualidade de vida do Brasil

A cidade de Palmas, capital do Tocantins, foi classificada como a 7ª capital com melhor qualidade de vida do Brasil, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) 2026. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon em parceria com outras organizações, avalia as condições de vida nos 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais.

Desempenho de Palmas no ranking

Palmas obteve nota 68,91, superando a média estadual de 60,50. Com esse resultado, a capital tocantinense fica à frente de cidades como Rio de Janeiro (67,00) e Porto Alegre (66,94). É a única capital da região Norte a figurar entre as dez primeiras colocadas no ranking nacional.

O IPS é calculado com dados de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas, e a pontuação varia de 0 a 100. A região Norte, que abrange os municípios da Amazônia Legal, concentra os piores desempenhos do país.

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Destaques e desafios

A pesquisa aponta que as capitais brasileiras ainda enfrentam desafios importantes, especialmente na área de inclusão social, com problemas como violência contra minorias e baixa representatividade nos espaços políticos. As capitais das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul lideram o ranking: Curitiba (PR) em primeiro, seguida por Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Piores municípios do Tocantins

O Tocantins tem dois municípios entre os 20 piores do Brasil em qualidade de vida:

  • Recursolândia: 14ª pior posição, com nota 47,39, enfrentando desafios em educação e saneamento básico.
  • Paranã: 20ª pior posição, com 47,63 pontos, com dificuldades em saúde e infraestrutura urbana.

Entenda o IPS Brasil

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida. Os indicadores são divididos em três dimensões:

Necessidades Humanas Básicas

Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos.

Fundamentos do Bem-Estar

Obteve média de 68,81 pontos, com indicadores de educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026. Estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente.

Oportunidades

Foi a dimensão com pior desempenho, média de 46,82 pontos. Inclui direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior. Os piores resultados foram em Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). A área de Inclusão Social vem caindo desde 2024, com violência contra minorias e aumento de famílias em situação de rua.

Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica.

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