Aos 85 anos, a aposentada Maria de Oliveira, moradora de Juiz de Fora, mantém viva uma paixão que começou há quase duas décadas: colecionar álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Desde 2006, ela não perde uma edição e já acumula seis exemplares, com apenas um incompleto.
Maria decidiu iniciar a coleção na Copa da Alemanha, em 2006. Desde então, o ritual se repete a cada quatro anos: comprar pacotinhos, torcer para encontrar os cromos mais desejados e organizar as figurinhas repetidas. “Adoro quando abro um pacote e encontro algum jogador do Brasil ou estrangeiro de que gosto muito”, afirma.
Em quase 20 anos, apenas o álbum de 2014 ficou incompleto. “Depois da derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1, não mexi mais naquele álbum”, relembra. As trocas de figurinhas são uma missão em família: enquanto Maria administra a coleção, as netas negociam na escola e na faculdade.
Para a idosa, os álbuns simbolizam memória, encontro e alegria. “É a alegria de ver os melhores do mundo juntos de tempos em tempos”, resume. Entre seus jogadores favoritos estão Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Rivaldo, Cristiano Ronaldo e Mbappé. Na seleção atual, Neymar é o preferido. “Ainda bem que ele foi convocado”, comemora.
Memórias das Copas
A relação de Maria com o futebol começou na infância, na roça, quando ouvia falar de Pelé sem nunca tê-lo visto. “Lembro de um tio que sempre falava do Pelé com entusiasmo. Dizia que ele jogava muito bem, mas eu só ouvia falar das vitórias nas Copas de 1958 e 1962”, conta.
Na década de 1970, ao comprar a primeira televisão, pôde acompanhar a Copa do México, que marcou o tricampeonato brasileiro. “Vários vizinhos foram ver lá em casa. A casa ficou lotada”, brinca. Desde então, reúne a família para assistir aos jogos, decorando a sala com bandeirinhas.
A Copa mais marcante para Maria foi a de 2002, pela “reviravolta do Ronaldo Fenômeno”. Ela recorda uma confusão no dia da final contra a Alemanha, quando a energia acabou perto do fim do primeiro tempo. “Meu genro pegou o carro e fomos todos para a casa dele para terminar de assistir ao jogo. Foi uma emoção danada”, finaliza.



