Trabalhadores da educação suspendem greve em Goiânia após acordo
Greve na educação de Goiânia é suspensa após acordo

Os trabalhadores da educação de Goiânia decidiram suspender a greve nas escolas municipais, conforme anunciou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). A paralisação, que teve início em 12 de maio, será interrompida a partir de quarta-feira (20), após a Prefeitura de Goiânia apresentar propostas durante uma audiência de conciliação realizada no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) na segunda-feira (18). A decisão foi ratificada em assembleia com os trabalhadores da Rede Municipal de Educação nesta terça-feira (19).

Reivindicações atendidas

Entre as principais reivindicações dos profissionais estava o plano de carreira dos servidores administrativos. A prefeitura aceitou a demanda e estabeleceu um prazo de 30 dias para apresentar uma proposta detalhada, que deve entrar em vigor em agosto. Com a suspensão da greve, as aulas serão retomadas normalmente na quarta-feira.

Lista completa de reivindicações

Segundo o Sintego, todas as solicitações feitas à Prefeitura de Goiânia incluíam:

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  • Piso salarial para professores;
  • Plano de carreira pronto para aprovação em 30 dias, com implementação em agosto;
  • Data-base para os servidores administrativos (a ser anunciada);
  • Progressões em 30 dias (com cronograma);
  • Descongelamento de cálculos para cumprimento da lei;
  • Convocação de 102 aprovados em concurso público.

Acordos firmados

Conforme a gestão municipal e o sindicato, os acordos até o momento incluem:

  • Estruturação do Plano de Carreira dos Servidores Técnico-Administrativos da Educação em 30 dias, com implementação em agosto;
  • Garantia de que não haverá corte de ponto nem retaliação aos participantes da greve.

Greve suspensa, não encerrada

A presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, esclareceu que, apesar de a Secretaria Municipal de Educação (SME) considerar a greve encerrada, o documento do TJ-GO determina apenas a suspensão do movimento. "A greve não foi encerrada, conforme estabeleceu o documento do Tribunal de Justiça. Se a categoria topasse a proposta, nós iríamos suspender a greve. Amanhã a categoria volta a atender", afirmou. Ludmylla explicou que a greve começou pela falta de propostas da prefeitura, o que só mudou após a mobilização. Ela destacou que cinco representantes do sindicato foram escolhidos para compor uma comissão que elaborará a proposta de data-base para os administrativos. "Como a prefeitura sinalizou avanços, cabia ao sindicato propor a bandeira branca. Então, a bandeira branca foi suspender a greve", completou.

Uma nova assembleia será convocada em 15 dias para acompanhar os trabalhos da comissão, com previsão de apresentação do projeto final à categoria em 30 dias. A SME, por sua vez, afirmou que não comentará a posição do Sintego e mantém que a greve está encerrada.

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