Greve na educação municipal de Rio Branco: mais de 50 escolas aderem
Greve: mais de 50 escolas municipais de Rio Branco aderem

Mais de 50 escolas da rede municipal de Rio Branco aderiram à greve dos profissionais da educação, que já dura quase uma semana. A paralisação, iniciada na última quarta-feira (20), continua nesta segunda-feira (25) por tempo indeterminado, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e o Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco.

Unidades paralisadas

De acordo com os sindicatos, pelo menos 51 unidades de ensino, entre escolas, creches e centros de educação infantil, aderiram ao movimento. Apesar da greve, algumas unidades continuam funcionando parcialmente. A categoria informou que a greve segue até que uma nova proposta seja apresentada pela prefeitura. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco para solicitar um posicionamento sobre as propostas apresentadas e aguarda retorno.

Entre as unidades que aderiram estão: Creche Sagrado Coração de Maria, Escola Benfica, Anita Jangles, Escola Frei Pelegrino de Lima, Valdívia de Castro, Francisca Aragão Silva, Creche Maria José Bezerra dos Reis, Creche Sorriso de Criança, Padre Peregrino, Escola Mário Lobão, CEI Willy Viana das Neves, Creche Jairo Júnior, Jessé Santiago, CEI Luiz Roberto Pedron, Monteiro Lobato, CEI Prof. Beline Araújo, Creche Bem-Te-Vi, CEI Maria Silvestre, CEI Jorge Luís, Creche Ione Portela da Costa Casas, Eufrosina Silva Oliveira, Escola Boa União, Creche Francisca Silva Maia, Escola Monte Castelo, Escola José Potyguara, Escola Luiza de Lima Cadaxo, Escola Juvenal Antunes, Dr. Zaquel Machado, CEI José Anacleto, CEI Herloizia Almeida, Escola Maria Lúcia Moura Marin, Escola Bom Jesus, Creche Jacamim, CEI Maria Danila Pompeu, CEI José Maria Maciel, CEI Maria Estela Marques, Mestre Irineu Serra, Mariana da Silva Oliveira, Álvaro Vieira da Rocha, Escola Maria Izaliz, Escola Jorge Félix Lavocat, Creche Irmãos Mi e Bino, Escola Irmã Maria Gabriela, Escola Luiza Carneiro Dantas, Mauricila Sant’Ana, Escola Menino Jesus, Teresinha Kalume, Anexo Chico Mendes, Anice Dib Jatene, Djanira Bezerra dos Reis e CEI Prof. Beline Araújo.

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Reivindicações

Entre as principais reivindicações estão a reposição inflacionária dos salários, atualização das gratificações das equipes gestoras, avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e melhorias na estrutura das unidades de ensino. De acordo com a categoria, os servidores acumulam três anos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária.

Impasse nas negociações

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que a categoria considera que houve retrocesso nas negociações com a prefeitura desde o início da greve. Segundo ela, uma proposta discutida anteriormente teria sido alterada pela gestão municipal. “A prefeitura está nos retalhando, porque nós estávamos avançando em uma proposta e, na quinta-feira [21], mandaram uma proposta pior do que a que estava sendo construída na mesa. Mas nosso movimento está forte. Mais de 70% das escolas estão na greve e seguimos com o cronograma da paralisação”, declarou.

Segundo Rosana, houve apenas uma reunião entre representantes da categoria e a prefeitura desde o início da greve. Ela afirmou que a proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada pelos trabalhadores. “A proposta é imoral. Depois de três anos sem ganho nenhum, oferecer R$ 75 para um funcionário é inaceitável”, disse.

A presidente do sindicato reforçou que a categoria reivindica a reposição do salário mínimo nas tabelas dos servidores, reajuste de 5% imediato para todas as categorias e mais 5% a partir de novembro. Os trabalhadores pretendem manter a greve até que uma nova proposta seja apresentada pela prefeitura. “Só depende do prefeito encerrar esta greve”, concluiu.

Protesto anterior

Antes da deflagração da greve, os trabalhadores já haviam feito um ato convocatório no dia 11 de maio, em frente à prefeitura, para pressionar a gestão municipal por avanços nas negociações. Naquela ocasião, representantes da categoria cobraram a reposição inflacionária do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, além da atualização das tabelas salariais dos servidores da educação. A mobilização foi organizada pelo Sinteac e reuniu representantes de 56 escolas.

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