A semana que se encerrou em 12 de maio de 2026 foi marcada pela despedida de três personalidades que deixaram marcas profundas em suas áreas de atuação. O sobrevivente do Holocausto Albrecht Weinberg, o ex-jogador da NBA Jason Collins e o jovem atleta Brandon Clarke faleceram, cada um com histórias que geraram comoção e reflexão.
Albrecht Weinberg: uma vida de resistência e memória
Nascido em uma família judia no noroeste da Alemanha, Albrecht Weinberg foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz aos 18 anos, junto com seus dois irmãos. Os três sobreviveram ao horror nazista, mas seus pais foram mortos no Holocausto. Weinberg passou o fim da guerra em Bergen-Belsen, estado que ele descreveu como “mais morto do que vivo”. Após o conflito, emigrou para os Estados Unidos e por décadas silenciou sobre suas origens e os horrores vividos. No início dos anos 2000, decidiu retornar à sua cidade natal, Leer, na Alemanha. Em 2025, já centenário, devolveu a Ordem do Mérito que recebera do governo alemão em 2017, em protesto contra uma moção de controle de imigração apoiada pela extrema direita. Weinberg morreu em 12 de maio, aos 101 anos, deixando um legado de coragem e memória.
Jason Collins: pioneirismo e luta contra o preconceito
Em 2013, a revista Sports Illustrated estampou uma capa histórica: “Sou um pivô da NBA de 34 anos. Sou negro e sou gay”. A declaração de Jason Collins, de 2,13 metros, foi um marco no esporte mundial, sendo o primeiro atleta da elite do basquete a assumir publicamente a homossexualidade. A repercussão foi imensa, com protestos e piadas, mas também com apoio de figuras como o então presidente Barack Obama, que o telefonou, e a primeira-dama Michelle Obama, que o convidou para o discurso do Estado da União. Collins jogou 13 temporadas na NBA, ajudando o New Jersey Nets a chegar às finais em 2002 e 2003. Ele morreu em 12 de maio, aos 47 anos, vítima de câncer no cérebro.
Brandon Clarke: talento interrompido por uma overdose
O ala-pivô Brandon Clarke, do Memphis Grizzlies, era um dos destaques de uma equipe mediana na NBA. Em abril de 2026, foi preso em Arkansas por posse e tráfico de kratom, uma planta asiática usada como suplemento alternativo, mas associada a mais de 230 mortes nos EUA entre 2015 e 2025. Clarke foi solto após pagamento de fiança, mas foi encontrado morto em sua casa em Los Angeles em 12 de maio, aos 29 anos. A polícia investiga overdose. Sua morte precoce levanta questões sobre o uso de substâncias e a pressão sobre jovens atletas.



