Casal dança de muletas em CTG e emociona frequentadores em Porto Alegre
Casal dança de muletas em CTG emociona em Porto Alegre

Casal emociona ao dançar de muletas em centro tradicionalista no RS

O amor e a superação de Luiz Antonio Tavolini Galletta, de 79 anos, e Maria Suely Dutra de Oliveira Galletta, de 84 anos, têm chamado a atenção e emocionado os frequentadores do CTG Estância da Azenha, em Porto Alegre. Mesmo com graves limitações motoras, o casal não abre mão de dançar nos bailes tradicionalistas.

Amparados por muletas e trocando carícias, eles dançam com dificuldade e de forma lenta, mas as limitações não impedem os beijos e o carinho a cada nova canção. Casados desde 12 de outubro de 1966, construíram uma vida inteira ligada ao tradicionalismo gaúcho, entre CTGs, fandangos e rodeios.

Paixão pela dança que vem de longa data

Mesmo enfrentando sérios problemas de mobilidade, decidiram não abandonar a dança — uma paixão que acompanha o casal desde os tempos de Santa Maria, onde frequentavam o CPF Piá do Sul. Luiz convive há mais de duas décadas com sequelas de gota e uma descompensação óssea coxo-femural que compromete sua locomoção. Suely, que completa 84 anos em maio, também enfrenta dificuldades articulares e problemas de cartilagem.

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Ainda assim, eles seguem frequentando bailes tradicionalistas em Porto Alegre. “Dançar com minha esposa Suely é uma dádiva de Deus nesses quase 60 anos de cumplicidade, respeito e muito amor”, resume Luiz. “Nós temos muito amor um pelo outro. Não fosse o amor, não existiria isso. É muito carinho, muitos anos de vida juntos”, completa Suely.

Exemplo de superação

O patrão do CTG, Clóvis Carus, destaca que o casal é presença constante nos bailes promovidos pela entidade. “Eles são exemplo de como curtir a vida, apesar das dificuldades. Eles nos emocionam”, afirma.

A história de Luiz e Suely inspira a todos que os veem dançar, mostrando que o amor e a determinação podem superar qualquer obstáculo. Mesmo com as limitações físicas, eles continuam celebrando a vida e a tradição gaúcha, provando que a dança é uma expressão de amor que não tem idade nem barreiras.

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