Deolane Bezerra é presa suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP
Deolane Bezerra presa por lavagem de dinheiro ao PCC

Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro para o PCC

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A operação que resultou na prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), revelou que ela atuava como uma espécie de caixa da facção criminosa. De acordo com o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sergio Oliveira Costa, a influenciadora utilizava sua imagem pública para misturar recursos ilícitos com rendimentos legítimos, dificultando o rastreamento financeiro.

“O crime deposita recursos na figura pública, os valores se misturam a outros com origem lícita e depois retornam ao crime organizado”, explicou Costa durante coletiva de imprensa. Ele destacou que a operação, realizada nesta quinta-feira (21), tem caráter pedagógico. “Não existe dinheiro fácil”, afirmou.

Investigação aponta elo com transportadora e líderes do PCC

Os investigadores afirmam que a ligação de Deolane com a transportadora Lado a Lado, considerada o braço direito do PCC, é o ponto de partida para aprofundar a conexão entre a influenciadora e a organização criminosa. A polícia já possui indícios obtidos por meio da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Deolane, que reforçam essa relação.

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O promotor Lincoln Gakiya destacou dois fatores que evidenciam o vínculo. O primeiro é a atuação de Deolane como advogada de dezenas de integrantes do PCC ao longo de sua carreira. Além disso, ela mantém amizade com Alejandro Camacho, irmão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção. Gakiya afirmou que há diálogos e até fotografias que comprovam essa relação. Alejandro, que cumpre pena em presídio federal, também foi alvo da operação.

O segundo fator envolve um relacionamento afetivo: Deolane foi casada por anos com um membro do PCC que cumpria pena em Junqueirópolis, interior de São Paulo.

Empresas fictícias e histórico de prisão

Segundo as investigações, Deolane abriu 35 empresas em um único endereço residencial. Os estabelecimentos, todos fictícios, formavam uma teia de movimentação financeira que dificultava o rastreamento dos recursos. A influenciadora já havia sido presa em 2024, em Recife, sob suspeita de lavagem de dinheiro para casas de apostas, mas foi solta após obter habeas corpus no Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Desta vez, o promotor Gakiya acredita que Deolane terá mais dificuldade para reverter a prisão preventiva. “As provas são robustas”, declarou. O advogado Rogério Nunes, que defende a influenciadora, informou que se manifestará assim que tiver acesso aos autos.

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