Bjorn Lomborg critica metas climáticas caras e de baixo impacto no Brasil
Bjorn Lomborg critica metas climáticas caras e ineficazes

O cientista dinamarquês Bjorn Lomborg, conhecido por desafiar consensos sobre mudanças climáticas, visitou o Brasil para participar de debates na Câmara dos Deputados. Ele critica as metas agressivas de descarbonização, afirmando que as políticas climáticas atuais têm alto custo e baixo impacto.

Visita ao Congresso Nacional

Lomborg esteve em Brasília a convite da Câmara dos Deputados e do Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes). O objetivo foi defender o uso de análise de custo-benefício na formulação de políticas públicas. Ele participou de conferências, cursos e encontros com parlamentares para discutir temas como educação, saúde, clima e energia.

Críticas às políticas climáticas

Em entrevista, Lomborg afirmou que as políticas climáticas atuais “custam muito e entregam pouco”. Ele defende mais investimentos em adaptação climática e inovação tecnológica, em vez de metas agressivas de neutralidade de carbono. Segundo ele, políticas mal desenhadas podem fortalecer movimentos populistas e nacionalistas.

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Lomborg destacou que eventos climáticos extremos estão parcialmente influenciados pelas mudanças climáticas, mas o número de mortes e o impacto econômico como proporção do PIB estão caindo devido à melhor adaptação. Ele argumenta que a mudança climática é um problema importante, mas não o único, e que é preciso priorizar políticas de alto impacto e baixo custo.

Prioridades para o Brasil

O cientista sugeriu três políticas climáticas prioritárias: investimento em pesquisa e desenvolvimento de energia limpa, adaptação local (como melhor drenagem urbana e infraestrutura resiliente) e modelos melhores de previsão climática com uso de inteligência artificial. Ele considera desperdício as políticas que cortam grandes volumes de emissões imediatamente sem eficiência econômica.

Resposta aos críticos

Lomborg rebateu críticas de que seus argumentos são usados por interesses ligados aos combustíveis fósseis, afirmando que é preciso ouvir o argumento inteiro: as mudanças climáticas são reais, mas estamos lidando com elas de maneira ineficiente. Ele defende que a melhor política climática de longo prazo é tornar tecnologias limpas mais baratas que os combustíveis fósseis.

O cientista também comentou sobre a queda nos preços da energia solar, baterias e carros elétricos, mas alertou que a eletricidade representa apenas 20% do consumo energético mundial e que o armazenamento ainda é um desafio.

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