Piloto morre em queda de ultraleve na Serra Gaúcha após construir a própria aeronave
Piloto morre em queda de ultraleve que construiu na Serra Gaúcha

Tragédia na Serra Gaúcha: piloto morre em queda de ultraleve que construiu com as próprias mãos

A comunidade de Guaporé, na Serra Gaúcha, está de luto após a morte do piloto Eldro Sottili, de 44 anos, em um acidente aéreo ocorrido no último sábado (4). O ultraleve que ele pilotava caiu em uma área de mata na região do Moinho Ortolan, por volta das 16h20, resultando em fatalidade instantânea.

Um construtor talentoso e apaixonado pela aviação

Natural de Guaporé, Eldro Sottili não era apenas um piloto experiente com quatro anos de prática, mas também um talentoso construtor aeronáutico. Seu amigo próximo, Fabrício Pezzi, revelou que Sottili construiu a própria aeronave, um trike, em sua residência. "Uma pessoa simples, mas muito inteligente. Ele era torneiro mecânico, tinha uma facilidade muito grande de produção", afirmou Pezzi, destacando a capacidade inventiva do piloto.

Além da paixão pela aviação, Sottili era proprietário de uma empresa que fabricava equipamentos para o setor joalheiro, demonstrando versatilidade técnica e empreendedorismo. Segundo relatos, ele possuía uma habilidade incomum para materializar ideias em máquinas funcionais que melhoravam processos produtivos.

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O último voo e o resgate trágico

O acidente ocorreu minutos após Sottili decolar da Associação Aerodesportiva de Guaporé (AAGR), onde havia se encontrado com Fabrício Pezzi pela última vez. Pezzi recebeu uma ligação de outro integrante do aeroclube alertando sobre a queda e imediatamente acionou os bombeiros e o Samu.

"A gente foi adentrando o mato até achar ele, mas, infelizmente, não tinha mais o que fazer, foi muito forte a queda", lamentou o amigo, descrevendo a cena do resgate. O corpo do piloto foi encontrado na área de mata, confirmando a gravidade do impacto.

Legado familiar e paixão compartilhada

Eldro Sottili deixa esposa e dois filhos, de oito e 15 anos, com quem compartilhava sua paixão pela aviação. "O filho já estava até aprendendo, voava muito com o pai, estava entrando no esporte", contou Fabrício Pezzi, evidenciando como a família estava envolvida nessa atividade.

Para Sottili, voar representava uma liberdade indescritível, conforme lembrou seu amigo: "O esporte, para ele, era uma liberdade indescritível. Tu ia no aeroporto, o Sottili estava lá". Essa dedicação constante ao aerodesporto marcava sua presença na comunidade aeronáutica local.

Homenagens e saudade

Fabrício Pezzi descreveu o amigo como uma pessoa "fantástica" que fará muita falta: "ele vai fazer muita falta com o seu sorriso e seu bom humor. Um cara muito para frente, muito para cima". A perda de Sottili ressoa não apenas entre familiares e amigos, mas também entre os entusiastas da aviação na Serra Gaúcha, onde sua habilidade como construtor e piloto era amplamente reconhecida.

A investigação sobre as causas do acidente continua, enquanto a comunidade se une para prestar homenagens a um homem que transformou sua paixão em criação concreta, deixando um legado de inventividade e amor pelo voo.

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