Família baiana é expulsa de voo da Air France em Paris após disputa por assento na executiva
Família baiana expulsa de voo em Paris após conflito por assento

Família baiana é expulsa de voo da Air France em Paris após disputa por assento na classe executiva

Uma família baiana foi expulsa de um voo da Air France no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, após uma disputa por assentos na classe executiva. O incidente ocorreu no dia 14 de janeiro e gerou versões conflitantes entre os passageiros e a companhia aérea, com a família alegando um prejuízo financeiro significativo e constrangimento público.

Detalhes do caso e relato da família

O empresário Ivan Lopes, que viajava com a esposa e duas filhas, afirmou que pagou 399 euros por passageiro para um upgrade da classe econômica premium para a classe executiva, totalizando 1.596 euros para os quatro assentos. O upgrade foi oferecido durante o check-in do voo que partia de Milão, na Itália, com conexão em Paris e destino final em Salvador, onde a família reside.

Após desembarcar em Paris e já no portão de embarque para Salvador, a família foi informada de que o upgrade de uma das filhas não poderia ser mantido devido a um suposto problema técnico no assento 7L. No entanto, segundo Ivan, ao entrarem na aeronave, constataram que o defeito estava em outra poltrona, a 5L, enquanto o assento 7L estava ocupado por um passageiro francês, que seria funcionário da própria Air France.

A situação escalou quando a família questionou o ocorrido, resultando em uma discussão pública. Ivan relatou que o comandante da aeronave adotou uma postura exaltada, com gritos direcionados à esposa e à filha, o que agravou o conflito. A família acabou sendo retirada do avião com o apoio de policiais armados, sem receber realocação imediata em outro voo ou assistência adequada.

Prejuízos financeiros e ação judicial

Após a expulsão, a família decidiu adquirir bilhetes em outra companhia aérea, também na classe executiva, seguindo orientação jurídica. As bagagens demoraram cerca de duas horas para serem liberadas. Ivan estima um prejuízo total de aproximadamente 16 mil euros, valor que inclui as passagens compradas na Air France, o upgrade, os novos bilhetes, além de alimentação e transporte para outro aeroporto.

Ele afirmou que ainda não recebeu nenhum reembolso da companhia aérea e que o caso deverá integrar uma ação judicial contra a Air France. “O que vivenciamos não foi apenas um transtorno de viagem, mas uma situação humilhante, traumática e desproporcional, que expôs uma família e, especialmente, uma criança a sofrimento emocional desnecessário”, declarou Ivan.

Versão da Air France sobre o incidente

Em nota enviada ao g1, a Air France classificou os integrantes da família como passageiros “indisciplinados” e justificou o desembarque para garantir a segurança e o bom andamento da viagem, em conformidade com a legislação internacional. A empresa informou que um dos assentos da classe executiva estava inoperante e, por isso, o upgrade adquirido no dia da partida não pôde ser honrado para um dos passageiros, sendo o lugar destinado a um cliente que havia comprado originalmente a passagem na classe executiva.

A companhia aérea afirmou que ofereceu assentos na classe econômica premium para que a família viajasse junta, conforme os bilhetes originais, mas que os passageiros optaram por manter três lugares na executiva e um na classe inferior. Segundo a nota, já a bordo, os passageiros teriam reagido de forma “extremamente exaltada” e mantido comportamento inadequado, mesmo após explicações e pedidos do comandante para que se acalmassem.

A Air France reforçou que a segurança de seus clientes e tripulantes é sua prioridade absoluta e que a ação faz parte da política de venda de upgrades da empresa, onde, em situações como essa, o upgrade pode ser cancelado e o cliente receberá reembolso.

Conclusão e impacto do caso

O caso destaca questões sobre direitos dos passageiros, políticas de upgrades e tratamento de clientes em situações de conflito a bordo. Com versões divergentes, o incidente continua a gerar discussões sobre a responsabilidade das companhias aéreas em garantir uma experiência de viagem segura e respeitosa para todos os passageiros.