Boeing reverte prejuízo e lucra US$ 8,22 bilhões no 4º trimestre de 2025
A Boeing anunciou um lucro líquido impressionante de US$ 8,22 bilhões no quarto trimestre de 2025, marcando uma reversão significativa em relação ao prejuízo de US$ 3,77 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. As informações foram divulgadas em um documento enviado ao mercado nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, destacando uma recuperação robusta para a gigante da aviação.
Impulso nas entregas de aviões comerciais
A melhora nos resultados foi impulsionada principalmente pela entrega de 160 aviões comerciais durante o trimestre, o que resultou em um aumento de 57% na receita, totalizando US$ 23,9 bilhões. Esse crescimento substancial reflete uma demanda renovada no setor aéreo e a capacidade da Boeing em atender aos pedidos acumulados.
Virada nas margens operacionais
As margens operacionais da empresa tiveram uma grande virada, passando de 24,7% negativos para 36,7% positivos. A margem operacional é um indicador crucial que mede a rentabilidade das operações da empresa, excluindo custos não operacionais, diferenciando-se assim da margem líquida. Essa melhoria sinaliza uma gestão mais eficiente e um foco em operações estáveis.
Declarações do CEO e estratégias futuras
Kelly Ortberg, presidente e CEO da Boeing, ressaltou que a empresa fez progressos significativos em sua recuperação em 2025 e estabeleceu as bases para manter o impulso no próximo ano. “Concluímos a aquisição da Spirit AeroSystems e a venda de partes do negócio de Soluções de Aviação Digital, continuando focados em promover operações estáveis”, afirmou Ortberg. Essas movimentações estratégicas visam consolidar a posição da Boeing no mercado global.
Carteira de pedidos recorde
A Boeing encerrou o ano de 2025 com uma carteira total de pedidos recorde, avaliada em US$ 682 bilhões, incluindo mais de 6.100 aeronaves. Esse número reforça a confiança dos clientes e investidores na capacidade da empresa de atender à demanda futura, mesmo em um cenário econômico desafiador.
Esses resultados positivos destacam a resiliência da Boeing e seu papel central no setor aéreo, com expectativas otimistas para os próximos trimestres.