Shopping Tijuca ainda enfrenta consequências um mês após incêndio fatal
Passado um mês do trágico incêndio que resultou na morte de duas pessoas no Shopping Tijuca, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o cenário ainda é de recuperação lenta e impactos persistentes. Clientes e lojistas continuam relatando a presença de um cheiro de fumaça em diversos pontos do empreendimento, enquanto áreas críticas permanecem fechadas ao público.
Áreas interditadas e funcionamento parcial
O subsolo do shopping e uma parte significativa do pavimento térreo seguem interditados pelas autoridades, o que impede a retomada completa das atividades comerciais. Apesar da reabertura parcial ocorrida em 16 de janeiro, nem todas as lojas conseguiram voltar a operar em sua capacidade total.
De acordo com informações da administração do centro comercial, atualmente cerca de 91% das lojas estão funcionando normalmente. No entanto, um total de 19 estabelecimentos permanecem fechados para procedimentos de limpeza, pequenos reparos e renovação de estoque. Além disso, outras sete operações aproveitaram o período de interrupção forçada para realizar obras que já estavam planejadas anteriormente.
Detalhes do incêndio e vítimas
O incêndio, que aconteceu na noite do dia 2 de janeiro, teve origem no subsolo do shopping e gerou uma densa nuvem de fumaça que se espalhou rapidamente pelo local. A tragédia resultou na morte de dois funcionários que atuavam no combate às chamas: Anderson Aguiar do Prado, supervisor da brigada de incêndio do shopping, e Emellyn Silva Aguiar Menezes, brigadista responsável pelo atendimento inicial da ocorrência.
Impactos no movimento e explicações da administração
Mesmo com a reabertura parcial, lojistas relatam que o movimento de clientes ainda está consideravelmente abaixo do normal, especialmente nos andares mais próximos das áreas que continuam interditadas. A administração do Shopping Tijuca emitiu uma nota explicando que mantém um diálogo constante com os comerciantes e atribuiu o odor residual de fumaça à retirada de materiais do subsolo.
Essa etapa é descrita como necessária para o início das obras de recuperação das áreas danificadas. A nota ainda afirma que todos os esforços estão sendo direcionados para minimizar os incômodos causados a clientes e trabalhadores durante este processo.
Condições para liberação das áreas interditadas
A liberação do subsolo e da parte do térreo que permanecem fechados depende diretamente de autorizações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. As condições para essa liberação incluem:
- Recuperação completa das áreas afetadas pelo incêndio.
- Funcionamento pleno de todos os sistemas de segurança contra incêndio e pânico.
- Comprovação de que todas as condições de risco identificadas pelas autoridades foram devidamente corrigidas.
Investigações em andamento
A Polícia Civil está conduzindo uma investigação para apurar as causas exatas do incêndio e determinar possíveis responsabilidades. O caso está sob a responsabilidade da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), e peritos já realizaram vistorias no local.
Segundo a corporação policial, a investigação é considerada complexa e está sendo realizada por etapas, com diligências regulares que ainda estão em andamento. O Corpo de Bombeiros também segue acompanhando o caso de perto e prometeu divulgar uma nova atualização sobre as fiscalizações ainda nesta semana.
Enquanto isso, o Shopping Tijuca tenta retomar sua normalidade, mas os efeitos do incêndio de janeiro continuam a ser sentidos por quem frequenta e trabalha no local, em um lembrete constante da tragédia que abalou a comunidade.