Saltos proibidos na Ponte Feliciano Sodré em Cabo Frio preocupam autoridades
Saltos perigosos na ponte centenária de Cabo Frio

A prática de saltos da Ponte Feliciano Sodré, um dos cartões-postais de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, está gerando grande preocupação entre as autoridades marítimas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram jovens desafiando o perigo e pulando da estrutura histórica diretamente no Canal do Itajuru, uma área de navegação movimentada.

Alerta das autoridades para risco de vida

A Guarda Marítima e a Marinha do Brasil emitiram um alerta enfático sobre os perigos dessa atividade. A atitude é expressamente proibida e coloca em risco tanto a vida dos praticantes quanto a segurança da navegação local. As imagens divulgadas pelos órgãos mostram os saltos ocorrendo inclusive durante a passagem de embarcações, o que aumenta exponencialmente o risco de colisões e acidentes graves.

Além do perigo imediato de impacto com a água ou com embarcações, as autoridades destacam o risco real de afogamento. As correntes e o tráfego intenso no canal tornam qualquer resgate uma operação complexa e perigosa. O alerta é claro: pular da ponte não é uma brincadeira e pode ter consequências fatais.

Um patrimônio histórico em risco

Inaugurada em 1926, a Ponte Feliciano Sodré é um marco da cidade e completará 100 anos em 2026. A estrutura liga o centro de Cabo Frio ao bairro do Jacaré, cortando o Canal do Itajuru, que é a conexão vital entre o mar aberto e a Lagoa de Araruama. Tradicionalmente, o local é um ponto muito frequentado por turistas e moradores para contemplar a paisagem e tirar fotografias.

No entanto, seu uso para saltos tem transformado este patrimônio histórico e turístico em um palco de risco extremo. As autoridades reforçam que a ponte foi projetada para passagem de veículos e pedestres, e não para essa finalidade recreativa perigosa.

Como a população pode ajudar

Diante da gravidade da situação, a Marinha e a Guarda Marítima fazem um apelo à população. Qualquer pessoa que testemunhar a prática de saltos da Ponte Feliciano Sodré deve denunciar imediatamente aos órgãos responsáveis, como a Capitania dos Portos ou a polícia local. A colaboração da comunidade é fundamental para coibir essa atividade e evitar uma tragédia.

O combate a essa prática arriscada visa proteger não apenas os jovens impulsivos, mas também os navegantes que transitam por um dos trechos aquáticos mais movimentados da região. A segurança da vida no mar e a preservação de um patrimônio centenário dependem da conscientização de todos.