Moradores de Natal protestam após transbordamento de lagoa alagar casas na Zona Norte
Protesto em Natal após lagoa transbordar e alagar casas

Moradores de Natal protestam após transbordamento de lagoa alagar casas na Zona Norte

Moradores do bairro Nossa Senhora da Apresentação, localizado na Zona Norte de Natal, realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (20), interditando a Avenida Boa Sorte e queimando pneus na via. A manifestação foi uma resposta direta ao transbordamento da lagoa de captação do Jardim Primavera, que invadiu as casas da comunidade, causando danos significativos e transtornos aos residentes.

Problema crônico agravado por cratera na drenagem

O problema na região não é novo, mas foi intensificado por uma cratera que se abriu na Rua José Luiz da Silva em agosto de 2025, após o rompimento de tubulações do sistema de drenagem. Essa situação impede o escoamento adequado da água da lagoa para outras áreas da cidade, resultando em alagamentos frequentes. Segundo os moradores, a lagoa permanece constantemente cheia, e mesmo uma pequena chuva é suficiente para fazer o reservatório transbordar, inundando as residências.

Chuva recente e impacto na comunidade

A capital potiguar registrou uma chuva de 24 milímetros nas últimas 24 horas, conforme dados da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do RN (Emparn). Esse volume de precipitação contribuiu para o agravamento da situação, levando ao protesto dos moradores, que estão cansados de lidar com os alagamentos recorrentes. As imagens mostram casas completamente alagadas, com água invadindo os ambientes internos, o que tem gerado indignação e exigências por soluções imediatas.

Resposta da prefeitura e promessas de solução

Em entrevista ao Bom Dia da Inter nesta terça-feira (20), a secretária de Infraestrutura do município, Shirley Cavalcanti, abordou a questão. Ela afirmou que a obra necessária para resolver o problema foi orçada em mais de R$ 1 milhão e que o município está desenvolvendo um projeto para buscar os recursos necessários em Brasília. A secretária ainda garantiu que a obra deve ser concluída até abril, oferecendo uma perspectiva de alívio para os moradores afetados.

No entanto, a comunidade permanece cética, dado o histórico de problemas na região e a urgência da situação. O protesto serve como um alerta para as autoridades sobre a necessidade de ações rápidas e eficazes para prevenir futuros alagamentos e garantir a segurança dos residentes.