Criança autista é resgatada em mata após policiais ouvirem seu canto em Barbacena, MG
Criança autista resgatada em mata após policiais ouvirem canto em MG

Criança com autismo é resgatada em mata após policiais ouvirem seu canto em Barbacena

Um menino de 5 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3, foi encontrado com segurança por policiais militares em uma área de mata densa em Barbacena, localizada na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais. O incidente ocorreu no domingo, dia 1º, e o resgate foi bem-sucedido graças à atenção dos agentes, que ouviram o garoto cantarolar durante as buscas.

Detalhes do desaparecimento e resgate

A mãe do menino acionou a polícia imediatamente ao perceber que ele havia desaparecido de casa. A suspeita é de que a criança tenha saído pelos fundos da residência, onde há uma extensa área de vegetação. A Polícia Militar rapidamente mobilizou suas viaturas na região, utilizando a rede de rádio para coordenar as operações de busca.

As condições climáticas dificultaram o trabalho, pois chovia na cidade naquele momento. No entanto, os policiais perseveraram e encontraram vestígios na mata, como vegetação amassada, que os guiaram na direção correta. Após percorrerem quase um quilômetro a partir da casa, os militares ouviram um som distintivo: o menino cantando "Brilha, brilha, estrelinha", uma música que ele costuma entoar quando sente medo ou ansiedade.

Localização e segurança da criança

O garoto foi encontrado sem ferimentos e entregue à sua família, encerrando um período de aproximadamente uma hora em que esteve perdido na mata. A estratégia de busca, combinada com a familiaridade dos policiais com os hábitos da criança, foi crucial para o desfecho positivo. Este caso destaca a importância de abordagens sensíveis e adaptadas em situações envolvendo pessoas com autismo, especialmente em emergências.

O resgate em Barbacena serve como um exemplo de como a colaboração entre a comunidade e as forças de segurança pode salvar vidas, mesmo em circunstâncias adversas. A polícia reforça a necessidade de vigilância e cuidados redobrados com crianças, particularmente aquelas com condições especiais que podem se colocar em risco sem intenção.