Assistente de Ana Maria Braga relata erro que quase a deixou sem nariz
Assistente de Ana Maria Braga quase perdeu nariz após erro

A repórter Juliane Massaoka, conhecida por integrar a equipe do programa 'Mais Você', da TV Globo, compartilhou um relato alarmante sobre os problemas de saúde que enfrentou após descobrir a presença de PMMA no nariz durante uma cirurgia. Em um vídeo publicado no Instagram neste sábado, 16, ela contou que chegou a correr risco de necrose e que poderia até perder parte da região após o procedimento.

O que é o PMMA?

O PMMA (polimetilmetacrilato) é um material plástico e sintético utilizado na forma de microesferas em procedimentos de preenchimento. Por ser definitivo e não absorvível pelo organismo, seu uso é amplamente contraindicado por entidades médicas devido aos graves riscos à saúde, como dor, inflamação, necrose e obstrução de vasos sanguíneos.

O relato de Juliane Massaoka

“Meu nariz pode necrosar graças a um erro médico lá do passado”, contou a repórter. Ela explicou que procurou um médico por dificuldades respiratórias e roncos frequentes durante a noite. Foi durante a investigação para corrigir um desvio de septo que os especialistas encontraram PMMA em seu nariz. O material teria sido aplicado durante uma rinoplastia realizada em 2007, quando ela tinha apenas 17 anos.

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“Coloquei na cabeça que precisava de uma plástica no nariz. Pesquisamos muito por um cirurgião renomado em Curitiba. Ele explicou cortes, recuperação, riscos comuns da cirurgia. Mas nunca falou que usaria PMMA. Em 2007, a Anvisa já classificava o PMMA como produto de saúde classe 4. Produto permanente que pode causar dor, inflamação, necrose, entupimento de vasos e vários outros problemas. O principal não é pegar uma assinatura. É fazer o paciente entender os riscos do procedimento”, relatou.

Consequências da cirurgia

A jornalista descreveu a dificuldade da retirada do material: “O PMMA estava grudado em tudo, como uma cola. A retirada foi extremamente difícil. Quando acabou a cirurgia, meu nariz estava roxo, quase azul. Sofri risco alto de necrose. Poderia ficar sem nariz”, disse. O caso ressalta os perigos do uso de substâncias não absorvíveis em procedimentos estéticos e a importância de informar adequadamente os pacientes sobre os riscos envolvidos.

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