Jovem com 50% do corpo queimado em explosão recebe alta após 32 dias no RS
Vítima de explosão em apartamento recebe alta após 32 dias no RS

Jovem sobrevivente de explosão em apartamento recebe alta após 32 dias de internação

Uma jovem de 26 anos, que sofreu queimaduras em mais de 50% do corpo após uma explosão em seu apartamento, recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (23). Eduarda Silveira Guerreiro passou mais de 30 dias internada no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, após o grave incidente ocorrido em Gravataí, na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul.

Recuperação e emoção após o trauma

Em declaração emocionada, Eduarda expressou alívio e gratidão por estar viva, mas também a dor pelo tempo perdido longe da família. "Eu estou bem, eu estou viva, voltando para a minha família. Para mim foi como se eu tivesse dormido, acordado, e acontecido ontem, mas saber que eu perdi todo esse tempo é dolorido. É o tempo que eu perdi longe do meu filho, da minha família, mas, ao mesmo tempo, muita gratidão pela minha recuperação", disse a jovem.

O marido de Eduarda, Dilson Guerreiro, compartilhou o alívio da família após um mês de angústia. "Foram 30 dias de angústia, até que a gente pudesse reunir os dois novamente. Para mim, o meu objetivo nesses 30 dias, era ver ela bem e ver a minha família reunida de novo", desabafou.

Destruição no condomínio e deslocamento da família

O apartamento da vítima, localizado na Torre 22 do condomínio Morada do Vale, foi completamente destruído pela explosão. O incidente também causou danos em outras 19 unidades residenciais, ampliando o impacto do acidente.

A família de Eduarda não pôde retornar ao lar destruído e, temporariamente, vai residir na casa da sogra da jovem. Enquanto isso, a residência situada acima do imóvel de Eduarda foi liberada para os moradores no dia 5 de janeiro, após vistoria e reparos necessários.

Investigação aponta para produto inflamável

A Polícia Civil aguarda o laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para esclarecer as causas exatas do acidente. O documento deve detalhar a composição química do produto envolvido na explosão.

A principal suspeita é de que o incidente tenha sido provocado por um produto "extremamente inflamável" utilizado para impermeabilização em um sofá. De acordo com as investigações preliminares, após o término do serviço, Eduarda teria ligado o fogão, momento em que ocorreu a explosão devastadora.

Os representantes da empresa responsável pelo serviço ainda não foram ouvidos pelas autoridades, o que pode trazer novos esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente.