Condomínios em Curitiba sobem até 61% em um ano; veja bairros
Condomínios em Curitiba sobem até 61% em um ano

Os bairros de Curitiba registraram um aumento expressivo nas taxas de condomínio nos primeiros quatro meses de 2026, com alta de até 61% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os bairros com os maiores preços médios atualmente são Campo Comprido, Batel, Hugo Lange e Água Verde. Os dados foram divulgados em uma pesquisa da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, que analisou 26 mil anúncios residenciais online.

Valores médios por bairro

Conforme o levantamento, o preço médio mais alto da capital está no Batel, custando R$ 1.504, com crescimento de 60% em um ano. Hugo Lange tem a segunda média mais alta, com R$ 1.184 e aumento de 48%. Em valores, o bairro Campo Comprido é o sétimo com a maior média de preço: R$ 870. Entretanto, fica em primeiro na lista em aumento percentual, com alta de 61%.

No bairro mais populoso de Curitiba, a Cidade Industrial, o aumento foi de 24% no período analisado, com valor médio de R$ 545. Ao todo, 29 bairros aparecem na pesquisa. Deles, apenas quatro tiveram queda nos valores médios: Mercês, São Francisco, Seminário e Tatuquara.

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Lista completa de valores médios e aumentos

  • Batel: R$ 1.504 (alta de 60%)
  • Hugo Lange: R$ 1.184 (alta de 48%)
  • Mossunguê: R$ 1.050 (alta de 32%)
  • Bigorrilho: R$ 980 (alta de 9%)
  • Juvevê: R$ 931 (alta de 33%)
  • Água Verde: R$ 920 (alta de 37%)
  • Campo Comprido: R$ 870 (alta de 61%)
  • Ahú: R$ 834 (alta de 19%)
  • Cabral: R$ 820 (alta de 10%)
  • Centro Cívico: R$ 801 (alta de 14%)
  • Campina do Siqueira: R$ 800 (alta de 18%)
  • Seminário: R$ 700 (queda de 12%)
  • Vila Izabel: R$ 700 (alta de 17%)
  • Mercês: R$ 690 (queda de 15%)
  • Alto da Rua XV: R$ 650 (alta de 6%)
  • São Francisco: R$ 600 (queda de 14%)
  • Cidade Industrial: R$ 545 (alta de 24%)
  • Portão: R$ 520 (alta de 45%)
  • Capão Raso: R$ 490 (alta de 22%)
  • Vista Alegre: R$ 450 (estável)
  • Atuba: R$ 430 (alta de 2%)
  • Pinheirinho: R$ 425 (alta de 21%)
  • Fazendinha: R$ 420 (alta de 20%)
  • Tingui: R$ 400 (alta de 25%)
  • Santa Cândida: R$ 380 (alta de 27%)
  • Campo de Santana: R$ 350 (alta de 1%)
  • Tatuquara: R$ 350 (queda de 3%)
  • Tarumã: R$ 347 (alta de 7%)
  • Alto Boqueirão: R$ 300 (estável)

Impacto do condomínio na renda do curitibano

Em Curitiba, o rendimento nominal mensal domiciliar per capita é de R$ 4.662,13, segundo dados da PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando o valor médio dos condomínios na capital em 2026, de R$ 580, mais de 12% da renda média do trabalhador curitibano fica comprometida — sem contar o valor do aluguel.

Pedro Paulo de Oliveira, servidor público na Universidade Federal do Paraná (UFPR), mora no bairro Juvevê desde 2022. Quando se mudou, o aluguel era de R$ 1.100 e o condomínio de R$ 460. Atualmente, ele paga R$ 1.600 de aluguel e R$ 690 de condomínio. O aumento contínuo das despesas impacta diretamente no orçamento mensal e exige maior planejamento financeiro. "Está cada vez mais difícil encontrar aluguéis abaixo de R$ 2.000, mesmo em imóveis pequenos. Parece que esse aumento pós-pandemia, que parecia momentâneo, virou uma constante. Até 2019, eu morava num apartamento de uns 40m² e pagava R$ 750 de aluguel e R$ 200 de condomínio", relata.

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Para o gerente de dados Fábio Takahashi, da Loft, os custos dos condomínios vêm sendo pressionados principalmente por reajustes como aumento nas contas de água e energia elétrica e pela necessidade constante de manutenção preventiva nos edifícios. O crescimento de novos empreendimentos no mercado imobiliário, especialmente condomínios com estruturas maiores e mais serviços agregados, também impacta o valor médio das taxas. "O condomínio é um custo fixo relevante e tende a crescer acima da inflação em períodos de pressão sobre custos de manutenção, segurança e serviços. Em Curitiba, o mercado vem passando por uma forte renovação do estoque de imóveis, com novos empreendimentos de padrão mais elevado entrando em oferta e puxando o condomínio médio para cima", explica.