Vigilante mata ex-genro com taco de beisebol após agressão à filha em Cariacica
Vigilante mata ex-genro com taco de beisebol em Cariacica

Crime ocorreu no bairro Maracanã, na Grande Vitória

Um vigilante de 43 anos, identificado como Marcello Barbosa de Brito, matou o ex-genro, Júlio do Nascimento Ricardo, de 32 anos, com um taco de beisebol na madrugada deste sábado (9), em Cariacica, na região da Grande Vitória. Após o crime, ele jogou o corpo em um valão próximo à residência da família. A vítima foi encontrada parcialmente submersa e precisou ser retirada pelo Corpo de Bombeiros.

Motivação: defesa da filha após agressão

De acordo com a Polícia Militar, a filha do vigilante, de 24 anos, contou que o ex-companheiro foi até sua casa para buscar roupas e pertences, mas começou a jogar pedras nas janelas. Ele quebrou uma lajota e arremessou os pedaços contra a jovem, que também foi segurada pelo pescoço e caiu no chão durante a agressão. O vigilante disse que estava dormindo quando ouviu o barulho e, ao sair, viu Júlio agredindo a filha verbal e fisicamente. Tentou separá-los, mas o ex-genro não saiu. A confusão continuou, e a mulher jogou frascos de perfume no valão, o que irritou ainda mais Júlio, que voltou a agredi-la. Nesse momento, Marcello pegou um taco de beisebol e atingiu Júlio na cabeça. Quando ele caiu, o vigilante arrastou o corpo pelos pés e o jogou no valão.

Testemunhas e prisão

Uma testemunha que preferiu não se identificar afirmou que o suspeito agiu para defender a filha. Vizinhos relataram que a jovem já havia sido agredida outras vezes pelo ex-companheiro. “Ainda bem que o pai estava acordado e viu acontecer esse problema, pulou lá da janela dele para socorrer a filha. Senão, hoje quem não estaria aqui seria a filha dele. Eu já vi várias vezes ele dando pedradas e chutes nela, várias vezes”, disse um morador. Pai e filha foram levados para a Delegacia Regional de Cariacica. A Polícia Civil do Espírito Santo informou que o vigilante foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e tentativa de ocultação de cadáver. Ele foi encaminhado ao sistema prisional. A filha foi ouvida e liberada. O corpo de Júlio foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia antes de ser liberado para a família.

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