Sucuri de quase 4 metros é retirada de telhado de casa no Tocantins
Sucuri de quase 4 metros retirada de telhado no TO

Uma sucuri de quase 4 metros de comprimento foi resgatada do telhado de uma residência em Augustinópolis, no norte do Tocantins, na quarta-feira (22). O caso é o mais recente de uma série de aparições de serpentes na região, que já registrou 11 resgates de sucuris somente neste ano, além de uma jiboia e três jacarés, segundo a equipe de bombeiros civis do Corpo de Atendimento a Urgências e Catástrofes do Tocantins (CANUC-TO).

Aumento de resgates preocupa moradores

De janeiro até este mês, pelo menos 11 sucuris foram capturadas em Augustinópolis. O bombeiro civil Renato Agustinho, da CANUC-TO, informou que ninguém ficou ferido durante a ocorrência mais recente. “Pedimos para o morador não deixar ninguém perturbar o animal, manter a segurança no local, e fizemos a soltura em área de mata com córrego e vegetação”, explicou. A equipe também destacou o aumento no número de jacarés, relacionado à presença de áreas alagadas que favorecem a circulação dos animais.

Fatores ambientais explicam fenômeno

O biólogo Lucas Elias Oliveira Borges afirma que o aumento da presença de sucuris em áreas urbanas não significa invasão, mas sim reflexo das condições ambientais. O período chuvoso amplia os ambientes com água, facilitando a movimentação dessas cobras semi-aquáticas. “O volume dos rios aumenta e oferece mais locais para abrigo e alimento. Além disso, em períodos quentes e úmidos, elas podem percorrer grandes distâncias em busca de parceiros”, explicou. Apesar disso, as sucuris não costumam permanecer por muito tempo em áreas urbanas.

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Importância ecológica das sucuris

As sucuris desempenham papel importante no equilíbrio ecológico, controlando populações de capivaras, aves e pequenos mamíferos. Segundo Borges, a presença dessas cobras pode indicar boa qualidade ambiental, funcionando como bioindicadoras. Apesar do tamanho, as sucuris não são peçonhentas e raramente atacam humanos. Os casos de ataque geralmente ocorrem quando o animal se sente ameaçado. “Não é um animal agressivo por natureza, mas também não é inofensivo, por ser grande e forte”, destacou.

Orientações para a população

Especialistas orientam que moradores não tentem capturar ou matar os animais. A recomendação é manter distância, evitar áreas alagadas e acionar o Corpo de Bombeiros ou órgãos ambientais, como o Naturatins. Mesmo após a soltura, existe a possibilidade de as sucuris voltarem para áreas próximas da cidade, principalmente se houver água e alimento disponíveis. O g1 tentou contato com a Prefeitura e com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Augustinópolis, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

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