Sobe para 27 número de imóveis interditados após explosão no Jaguaré
Sobe para 27 imóveis interditados após explosão no Jaguaré

O número de imóveis interditados após a explosão provocada por uma obra da Sabesp na Zona Oeste de São Paulo subiu de 20 para 27, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira (14). O aumento se deve a danos e rachaduras que surgiram posteriormente. Desses imóveis, 22 necessitarão de reformas estruturais, número que inicialmente era de 15. A quantidade de imóveis condenados, que precisarão ser demolidos, permanece em cinco. Contudo, esses números podem aumentar após uma nova vistoria técnica programada para esta quinta-feira.

Outros 86 imóveis já foram liberados para o retorno das famílias. Moradores que foram realocados para hotéis relatam o medo de voltar para casa e as mudanças na rotina familiar. Para coordenar as ações emergenciais de atendimento às vítimas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), instituiu um gabinete de crise três dias após o acidente.

A explosão ocorreu na segunda-feira (11), quando uma obra da Sabesp atingiu uma tubulação de gás da Comgás. O acidente resultou na morte de um homem de 49 anos e deixou três pessoas feridas.

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Criação da Gerência de Apoio do Jaguaré

A decisão de criar a Gerência de Apoio do Jaguaré, vinculada ao gabinete do governador, foi publicada no Diário Oficial do estado nesta quinta-feira. Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a medida busca centralizar e dar mais agilidade às providências adotadas pelo Estado. A nova gerência será coordenada pelo coronel da Polícia Militar Elço Moreira da Silva Júnior e terá como atribuições articular ações dos órgãos estaduais, reunir informações sobre as necessidades das famílias afetadas, centralizar a interlocução com instituições públicas e privadas e monitorar as medidas de recuperação da área atingida.

O decreto também prevê prioridade no atendimento às demandas encaminhadas pela estrutura aos órgãos estaduais e autoriza a criação de grupos técnicos e comissões temporárias para apoiar a elaboração de soluções e acelerar a recomposição dos danos causados pela explosão, conforme informou a gestão Tarcísio.

Críticas à privatização da Sabesp

A criação do gabinete de crise ocorreu após críticas de adversários em relação aos acidentes causados pela Sabesp desde o início da privatização da empresa, promovida pelo governo Tarcísio em junho de 2024. O ex-ministro Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo paulista e adversário de Tarcísio, criticou a privatização em um vídeo nas redes sociais. Ele afirmou que a privatização da Sabesp só foi boa para quem comprou a empresa, enquanto a população ficou com prejuízos, como falta d'água, água suja, aumento de reclamações e tarifas, e agora uma tragédia.

A postagem de Haddad foi feita poucas horas antes de o governador visitar o local da explosão, vestindo colete da Defesa Civil. Na ocasião, Tarcísio prometeu punir rigorosamente as empresas Sabesp e Comgás após uma investigação completa dos órgãos do governo paulista. Ele declarou que a mão pesada do Estado se fará presente e que a punição será aplicada sempre que a Sabesp deixar de cumprir qualquer indicador.

Obras suspensas e novas imagens

O governo de São Paulo informou que mais de 30 obras da Sabesp foram suspensas preventivamente após a explosão no Jaguaré. Novas imagens mostram o momento da explosão, que destruiu casas e deixou um morto e três feridos. A tragédia reacendeu o debate sobre a segurança das obras da companhia privatizada.

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