Uma família de produtores rurais de Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná, sofreu um prejuízo significativo após ataques de uma onça-parda em sua propriedade na região de São Pedro do Piquiri. Entre as madrugadas de sexta-feira (22) e sábado (23), 35 ovelhas foram mortas, sendo 34 delas na primeira noite. Algumas apresentavam marcas evidentes de ataque, enquanto outras podem ter morrido por estresse durante a movimentação dos animais, segundo os proprietários, que preferiram não se identificar.
Investigação com câmeras
Inicialmente, o dono da propriedade suspeitou de intoxicação alimentar. “Primeiro achei que fosse intoxicação. Não sabia dizer se era animal ou não. Mas daí eu decidi colocar câmeras e, na noite seguinte, apareceu o ataque”, relatou. As câmeras de segurança instaladas registraram a presença de um animal próximo ao local dos ataques. Na segunda noite, a onça retornou e matou mais uma ovelha.
Comportamento da onça-parda
Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, explicou que as onças costumam voltar ao local onde abateram suas presas para se alimentar da carcaça. “Analisando as imagens, vemos que é uma onça-parda. Quando ela entra em um local com animais confinados, pode acontecer o que chamamos de frenesi de caça. O animal fica agitado e acaba atacando vários bichos, mesmo sem se alimentar de todos”, disse.
O Instituto Água e Terra (IAT) ainda não confirmou a espécie responsável pelos ataques. Até a última atualização, o órgão não havia se manifestado. A família informou que os cachorros da propriedade não latiram e as ovelhas também não fizeram barulho durante a ação. O prejuízo estimado é de R$ 20 mil a R$ 25 mil.
Medidas de segurança
Após os ataques, os produtores reforçaram a segurança com cercas elétricas, iluminação extra e um rádio ligado durante a noite para afastar o animal. Restaram 21 ovelhas na propriedade. Yara Barros orienta que os criadores mantenham os animais recolhidos à noite para reduzir o risco de novos ataques: “Recolher as ovelhas em um local fechado elimina quase 100% do risco de predação”.



