Justiça condena empresa de ônibus por queda de idosa em Taguatinga
Idosa cai em ônibus e Justiça condena empresa no DF

Uma empresa de transporte coletivo foi condenada pela Justiça do Distrito Federal a pagar uma indenização a uma passageira de 72 anos que sofreu graves lesões na coluna após uma freada brusca dentro de um ônibus. O caso ocorreu em Taguatinga, no ano passado, e foi registrado pelas câmeras de segurança do veículo.

O acidente

A aposentada Valdite Versiani, de 72 anos, havia acabado de passar pela catraca quando o motorista freou de forma repentina. A parada brusca aconteceu porque um carro à frente reduziu a velocidade para dar passagem a um pedestre na faixa. Com o impacto, Valdite caiu e bateu a coluna em uma estrutura metálica do ônibus.

As imagens do circuito interno mostraram a sequência do acidente, ocorrido em outubro do ano passado. A empresa Auto Viação Marechal, responsável pela linha, foi a própria fornecedora das gravações ao processo judicial.

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Lesões e consequências

Valdite sofreu fraturas em vértebras torácicas, lesão em uma costela e pneumotórax bilateral, conforme comprovado por boletim de ocorrência, laudo do Instituto Médico Legal (IML) e relatórios médicos. Em depoimento à TV Globo, a aposentada relatou que ainda enfrenta dificuldades nas atividades cotidianas.

“Minha vida está difícil porque eu não consigo fazer as coisas em casa, como por exemplo varrer, pegar um balde de água, pegar uma criança no colo. Tudo dói”, disse Valdite.

Decisão judicial

A 3ª Vara Cível de Taguatinga, do Tribunal de Justiça do DF, condenou a empresa ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, além do ressarcimento de R$ 204,89 referentes a gastos com colete ortopédico e medicamentos. A juíza responsável analisou as imagens e concluiu que o motorista agiu com imprudência, ao não manter distância segura do veículo à frente, que havia parado para um pedestre.

A decisão é de primeira instância, cabendo recurso por parte da empresa.

O que diz a empresa

Em nota, a Auto Viação Marechal informou que o caso está sendo tratado no âmbito judicial e que respeita a decisão proferida, avaliando as medidas cabíveis. A empresa esclareceu que o episódio decorreu de uma manobra emergencial realizada pelo motorista para evitar colisão com veículo de terceiros, que parou repentinamente à frente, não havendo conduta deliberada ou imprudente por parte do profissional. A Marechal reforçou que mantém rigorosos padrões de segurança e treinamento, permanecendo comprometida com a integridade dos passageiros e à disposição das autoridades.

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