Operação desarticula grupo familiar suspeito de roubo de cargas no RS
Família do crime é desarticulada em operação no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), uma operação contra um grupo familiar especializado em roubo de cargas e lavagem de dinheiro na Região Metropolitana de Porto Alegre. A quadrilha, composta majoritariamente por familiares e amigos, é investigada em 41 inquéritos sobre roubos de cargas no estado.

Líder preso comandava esquema do presídio

Segundo as investigações, o chefe do esquema é um detento do Complexo Prisional de Canoas, que utilizava um telefone celular para coordenar as ações criminosas. A partir da prisão, ele dava ordens para os demais integrantes, que executavam os roubos e realizavam a lavagem do dinheiro obtido.

Manicure movimentou mais de R$ 1 milhão

Entre os alvos da operação, destaca-se uma manicure que, em apenas dois anos, movimentou mais de R$ 1 milhão e adquiriu 20 veículos. A delegada Fernanda Amorim ressaltou a incompatibilidade entre os ganhos da suspeita e sua atividade lícita como esteticista: “Ela teve uma frota aumentada em mais de 20 veículos entre os anos de 2024 e 2025. Totalmente incompatível com as atividades lícitas que ela desenvolve”.

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Roubos violentos e lavagem de dinheiro

A principal fonte de renda do grupo era o roubo de cargas de alto valor, praticado com violência e sequestros. Para ocultar a origem ilícita dos recursos, a quadrilha adquiria imóveis e alugava veículos para motoristas de aplicativo, simulando atividades legítimas.

Objetivo da operação

A ação policial tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro da facção, responsável por gerenciar os lucros obtidos com os crimes. Até o momento, seis pessoas foram presas, mas a operação continua ao longo do dia. Ao todo, são cumpridos 11 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão e Alvorada.

Medidas judiciais

A Justiça determinou o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados, além da quebra dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal. Essas medidas visam interromper o fluxo financeiro do grupo e aprofundar as investigações sobre a origem e o destino dos valores.

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