A Prefeitura de Piracicaba (SP) anunciou o projeto de construção de um novo acesso entre a Rodovia Geraldo de Barros (SP-304) e a Avenida das Ondas, orçado em R$ 50 milhões. A iniciativa prevê a implantação de uma ponte de 150 metros sobre o Rio Piracicaba, projetada para ficar acima do nível das cheias.
Detalhes do projeto
De acordo com a administração municipal, a nova via terá 19 metros de largura, com duas pistas de rolamento, canteiro central e passeio público preparado para futura ciclovia. Um trecho da construção passará sobre o Parque Natural Chico Mendes, elevado sobre pilares para permitir a livre circulação de animais e preservar o ecossistema. Para a obra, será necessária a intervenção em 20 mil metros quadrados do parque.
Tramitação legislativa
A continuidade do projeto depende da aprovação do Projeto de Lei 82/2026, que trata da desafetação de áreas do parque para fins viários. O texto tramita na Câmara dos Vereadores. A desafetação, segundo o Tribunal de Justiça, é o processo pelo qual um bem público deixa de ter uma função específica e passa a ser considerado bem comum do patrimônio do Estado, podendo ser vendido ou utilizado de outra forma.
Etapas da obra
O cronograma de construção segue ordem prioritária definida pela Secretaria Municipal de Obras:
- Construção da ponte sobre o Rio Piracicaba;
- Alargamento da Avenida das Ondas para eliminar gargalos de trânsito;
- Interligação com a rodovia SP-304, conectando-se a dispositivos já em construção pela concessionária Eixo.
A obra tem prazo estimado de 18 meses após a conclusão do licenciamento e licitação. Os recursos serão repassados pelo Governo do Estado.
Impactos no trânsito
Segundo a Prefeitura, o novo acesso pode aliviar o congestionamento na região de Santa Terezinha e na Ponte do Caixão, que atualmente recebe fluxo de 32 mil veículos por dia. Esta ponte é considerada a primeira etapa de um plano maior de interligação a um anel viário que chegará até a rotatória do Ceasa.
Debates e impasses
O projeto também gera discussões sobre a possibilidade de a área ser considerada patrimônio imaterial devido a uma trilha indígena histórica, ponto levantado em audiência pública. A desafetação regulariza a destinação dos trechos remanescentes para o parque natural, que antes estavam previstos para receber um sistema de tratamento de água e esgoto.



