Estupro coletivo de crianças filmado em SP choca e gera reação política
Estupro coletivo de crianças em SP gera comoção

O que se sabe sobre o bárbaro estupro coletivo de crianças filmado em SP

Quatro homens foram presos ao longo do último final de semana, sendo três deles menores de idade, por praticar estupro coletivo contra dois meninos de sete e dez anos de idade e publicar vídeos do abuso nas redes sociais. O crime ocorreu em 21 de abril em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, os três adolescentes envolvidos no estupro têm entre 14 e 16 anos de idade e se entregaram em meio às investigações e confessaram a participação no crime. Um quarto menor de idade já foi identificado e está foragido — os policiais já acionaram a família do jovem para pedir que ele se entregue. O quinto autor do crime, um homem de 21 anos, havia fugido para a Bahia e foi preso na tarde do último sábado, 2, em Jequié. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as autoridades paulistas negociam com o governo baiano a transferência do suspeito para Vitória da Conquista, onde uma equipe da polícia de São Paulo deve encontrá-lo e trazê-lo de volta à capital.

Detalhes do crime e investigação

A apuração inicial pela polícia aponta que os quatro adolescentes, o adulto e as duas vítimas moram em São Miguel Paulista e já se conheciam antes do crime. Para atrair os meninos ao endereço onde ocorreram os abusos, os autores teriam dito que iriam se reunir para empinar pipa — uma vez no local, eles convenceram as crianças de que se tratava de uma “brincadeira” e os forçaram a praticar as atividades sexuais. Ainda conforme a polícia, as investigações começaram depois que vídeos dos abusos começaram a circular pelas redes sociais, e as famílias dos dois meninos identificaram as vítimas e acionaram as autoridades.

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Crime gera reação política e reacende debates sobre maioridade penal e regulação das redes

Nos últimos dias, a repercussão do crime gerou profunda comoção social e provocou respostas por parte de autoridades políticas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal pré-candidato da direita ao Planalto em 2026, usou o caso para voltar a defender a redução da maioridade penal no Brasil. “A gente precisa aprovar a redução da maioridade penal, no mínimo, para 16 anos. Eu defendo que em casos de estupro a maioridade seja de 14 anos de idade”, disse o parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais. A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), por sua vez, chamou o episódio de “dilacerante” e afirmou que a violência sexual é estimulada pelas próprias redes sociais. “Não dá pra aceitarmos que um vídeo de crianças de 7 e 10 anos sendo estupradas seja transformado em conteúdo, em tempo de tela e em LUCRO pelas big techs”, publicou a parlamentar.

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