Um homem foi baleado na cabeça e atropelado na tarde desta terça-feira (28) no Centro de Campinas (SP) ao tentar impedir a fuga de assaltantes que haviam roubado uma joalheria de compra e venda de ouro. O caso acirrou a sensação de insegurança na região, levando comerciantes a se organizarem em grupos nas redes sociais para trocar informações e cobrar soluções das autoridades.
Reação da comunidade
A vendedora Neide Ferreira expressou sua preocupação: "Sempre estão acontecendo esses casos aqui, viu? Está precisando muito de policiamento para estar subindo e descendo, porque a violência aqui é terrível. Precisa para a segurança dos trabalhadores saírem de casa para ganhar o pão de cada dia". Já o comerciante Thiago Veronez, integrante de um dos grupos de segurança, destacou a importância da união: "Tenho certeza que com tudo isso que está acontecendo, eu acho que não é momento de a gente desanimar. É momento, eu acho, da gente se unir, fortalecer e trazer vida de novo para o Centro".
Detalhes do crime
Imagens de câmeras de segurança registraram o assalto. Após o roubo, três criminosos tentavam fugir em um carro branco quando a vítima se colocou à frente do veículo. Um dos assaltantes, no banco do passageiro, atirou através do para-brisa, acertando a cabeça do homem, que caiu imediatamente. Em seguida, os criminosos passaram com o carro por cima da vítima e fugiram. O veículo foi abandonado em uma rua próxima, com joias, semijoias e dinheiro dentro.
Suspeitos presos
Dois suspeitos foram presos: Vitor Hugo da Silva Soares, de 20 anos, e Raniel Machado, de 24, ambos com passagens por roubo. O terceiro envolvido, que teria efetuado o disparo, segue foragido. Segundo a família, a vítima passou por uma cirurgia de sete horas e está em recuperação no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.
Ocorrências na região
Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) indicam que, nos dois primeiros meses de 2026, foram registradas 390 ocorrências de furto e roubo no Centro, sendo 327 (83,8%) em vias públicas. O período da tarde concentra o maior número de casos, com 89 registros, seguido pela manhã, com 78. O vigilante do estabelecimento, José Carlos, afirmou que o local já havia sido alvo de criminosos anteriormente: "Há uns quatro meses fomos roubados, entraram pelo telhado".
Medidas de segurança
A Guarda Municipal de Campinas informou que mantém presença permanente na região central com rondas, viaturas, motocicletas e câmeras de monitoramento. No primeiro trimestre de 2026, atendeu 2.452 ocorrências e efetuou 53 prisões. A corporação também realiza operações integradas com as polícias Civil e Militar. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 153, disponível 24 horas. A Polícia Militar e a SSP-SP foram procuradas, mas não responderam até a última atualização.



