Um trágico acidente de trânsito resultou na morte do advogado Jaime Aquino Damasceno Neto, de 43 anos, na última quinta-feira, na Zona Sul de Aracaju. O profissional do Direito foi atropelado enquanto realizava uma caminhada na Avenida Delmiro Gouveia, localizada no Bairro Coroa do Meio, em um incidente que chocou a comunidade local.
Detalhes do acidente fatal
De acordo com informações do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) de Sergipe, o atropelamento ocorreu em circunstâncias ainda sob investigação. O condutor do veículo envolvido no acidente foi submetido a teste de embriaguez, que apresentou resultado negativo, indicando que não havia sinais de alcoolismo no momento do ocorrido.
Além disso, tanto a documentação do motorista quanto a do automóvel estavam completamente regularizadas, conforme apurado pelas autoridades policiais. O condutor foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos, e o caso segue em aberto para apuração completa dos fatos.
Vida pessoal e trajetória do advogado
Jaime Aquino Damasceno Neto era natural de Salvador, na Bahia, mas tinha uma longa história de conexão com Aracaju. Ele residiu na capital sergipana por impressionantes 16 anos antes de retornar à sua cidade natal há aproximadamente três anos.
No momento do acidente, o advogado estava de visita a Sergipe, hospedado na residência do sogro, e planejava retornar para a Bahia no domingo seguinte. Sua estadia em Aracaju durou cerca de uma semana, tornando o ocorrido ainda mais impactante para familiares e amigos.
Jaime era casado e deixou duas filhas jovens, com idades de 7 e 11 anos, que agora enfrentam a dolorosa perda do pai. O corpo do advogado deve ser velado e sepultado em Salvador, conforme desejos da família, encerrando sua jornada na cidade onde nasceu.
Impacto na comunidade jurídica e local
A morte do advogado repercutiu significativamente entre colegas de profissão e moradores da região. A Avenida Delmiro Gouveia, onde ocorreu o atropelamento, é uma via movimentada da Zona Sul de Aracaju, levantando questões sobre segurança viária para pedestres.
O caso serve como um alerta trágico sobre os riscos enfrentados por aqueles que praticam atividades simples como caminhadas em áreas urbanas. A investigação policial continuará apurando se houve excesso de velocidade, distração ao volante ou outros fatores que possam ter contribuído para o desfecho fatal.
Enquanto a família e amigos lamentam a perda prematura, a comunidade aguarda por respostas que possam trazer algum esclarecimento sobre as circunstâncias que levaram à morte de um profissional respeitado e pai de família durante um momento de lazer aparentemente seguro.