Uma sequência trágica de eventos na Rodovia Mogi-Dutra (SP-088), em Mogi das Cruzes, resultou na morte de um homem de 64 anos na noite de quinta-feira (15). A vítima fatal foi atropelada após ter parado seu veículo na pista para conversar com outro motorista sobre uma colisão prévia sem feridos.
Detalhes da tragédia na curva do km 48
O acidente ocorreu por volta das 21h30, em um trecho de curva na altura do quilômetro 48 da rodovia. As condições climáticas eram adversas, com chuva na região, e a iluminação era insuficiente, fatores que reduziram drasticamente a visibilidade dos condutores.
De acordo com o comandante da Polícia Militar Rodoviária, Eduardo Filho, tudo começou com um sinistro de menor gravidade. “Tivemos dois sinistros de trânsito envolvendo um caminhão e um outro veículo, um carro de passeio. Eles colidiram lateralmente, a princípio sem vítimas, e pararam na faixa 3 para conversar sobre os sinistros”, explicou o oficial.
Sequência de colisões e o atropelamento fatal
Enquanto os dois motoristas discutiam os danos materiais do primeiro acidente, ainda no local da via, a situação se agravou. Dois outros veículos que trafegavam pelo mesmo ponto perderam o controle devido à pista molhada e à pouca visibilidade.
Um desses carros em descontrole acabou atingindo o homem de 64 anos, que estava fora de seu automóvel. “Infelizmente, [um dos veículos] acabou atropelando um dos indivíduos que estavam fora do veículo, conversando com o outro para resolver essa questão de pagamento de danos”, afirmou o comandante Eduardo Filho.
O impacto foi fatal para a vítima. Imagens do local registraram um dos carros envolvidos completamente destruído, ilustrando a violência da colisão.
Alerta da Polícia Rodoviária sobre segurança pós-acidente
O comandante destacou que as características do trecho, uma curva com visibilidade reduzida, foram determinantes para a cadeia de eventos. Ele reforçou a orientação crucial para que todos os motoristas adotem procedimentos seguros após uma colisão, principalmente em condições de risco.
A orientação é clara: buscar imediatamente um local seguro, longe da pista de rolamento, especialmente à noite e sob chuva. “Nós do Policiamento Rodoviário sempre orientamos que, quando acontecer esse tipo de sinistro, principalmente em local que não tenha luminosidade, não tenha segurança e não tenha acostamento, é preciso procurar um local mais seguro, com mais iluminação, para assim conversar sobre o que aconteceu”, finalizou Eduardo Filho.
O caso serve como um triste alerta sobre os perigos de permanecer na pista após um acidente, mesmo que sem feridos graves inicialmente. A combinação de fatores como curva, chuva e escuridão criou um cenário propício para a tragédia.