Robô pet de pelúcia: nova aposta tecnológica contra a solidão
Robô pet de pelúcia: nova aposta contra a solidão

Criador do Roomba lança robô de companhia para combater a solidão

O engenheiro americano Colin Angle, conhecido por cofundar a iRobot e popularizar o aspirador autônomo Roomba, agora aposta em um novo segmento: a robótica emocional. Sua nova empresa, Familiar Machines & Magic, apresentou o protótipo de um robô batizado de “Familiar”, cujo objetivo é oferecer companhia, e não realizar tarefas domésticas.

Design e funcionalidades do Familiar

O dispositivo tem formato quadrúpede, com dimensões semelhantes às de um cachorro de porte médio, mas não representa um animal específico. O design mistura características de cão, urso e coruja para evitar comparações diretas com pets reais. Revestido por uma pelúcia sensível ao toque, o robô possui olhos expressivos, orelhas móveis e capacidade de se deslocar autonomamente pela casa.

Diferente de assistentes virtuais baseados em voz, o Familiar não conversa. Ele interage por meio de linguagem corporal, sons e movimentos sutis. Sensores e sistemas de inteligência artificial permitem que o robô interprete sinais humanos — como tom de voz, postura e expressões — adaptando sua resposta ao contexto. Se o usuário demonstra abertura, o robô se aproxima; se percebe desinteresse ou tensão, tende a recuar.

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Aplicações e potencial de mercado

A proposta é criar uma presença que simule a relação com um animal de estimação, sem as demandas de um pet real. Isso pode ser especialmente relevante para idosos, pessoas que vivem sozinhas ou indivíduos sem condições de cuidar de um animal. Ainda em fase de protótipo, o Familiar não tem preço nem data de lançamento definidos. A novidade pode inaugurar uma nova categoria de produtos focados em interação emocional, os chamados “familiars”.

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