Como fazer sua empresa ser citada pelo ChatGPT e conquistar novos clientes
Em um cenário onde a descoberta de marcas está cada vez mais automatizada, não existir nas respostas da inteligência artificial pode significar não existir para o consumidor. Com a mediação crescente de algoritmos e chatbots como o ChatGPT e o Gemini, a visibilidade empresarial enfrenta um novo paradigma: é preciso conquistar as IAs para chegar ao público-alvo.
Do SEO ao GEO: a evolução da otimização digital
Enquanto muitos empresários ainda se adaptavam ao SEO (Search Engine Optimization), surge o GEO (Generative Engine Optimization), uma prática focada em motores de busca baseados em inteligência artificial. O ciclo de visibilidade, reputação e vendas agora passa necessariamente por essas "vitrines digitais" não humanas, que funcionam como intermediárias cruciais entre empresas e consumidores.
A boa notícia é que, com medidas práticas e acessíveis, é possível organizar a presença online e aumentar significativamente as chances de ser citado por IAs. Reunimos sete dicas essenciais para enfrentar esse desafio contemporâneo.
1. Clareza acima de tudo: defina seu negócio objetivamente
Frases genéricas como "soluções completas" ou "inovação para seu negócio" não comunicam efetivamente. Sua presença digital, especialmente o site, deve deixar explícito:
- Qual serviço ou produto você oferece
- Quem é seu público-alvo
- Em qual região atua
Quanto mais direta e objetiva for a comunicação, melhor as IAs compreenderão e recomendarão sua empresa.
2. Transforme dúvidas comuns em conteúdo estratégico
Pense nas perguntas que seu negócio responde naturalmente. Exemplos práticos incluem:
- "Precisa de preparo para fazer endoscopia?" (clínica médica)
- "Quanto custa instalar energia solar em uma casa de médio porte?" (empresa de energias renováveis)
- "Como abrir uma empresa e quanto tempo leva o processo?" (escritório de contabilidade)
Empresas que se posicionam como referência em temas específicos têm maior probabilidade de serem utilizadas como fonte pelas inteligências artificiais.
3. Adote a linguagem do mundo real
As pessoas não conversam com IAs como se estivessem escrevendo relatórios técnicos. Elas fazem perguntas cotidianas:
- "Quem conserta geladeira em Campinas?"
- "Qual clínica faz esse exame?"
- "Vale a pena contratar esse serviço?"
Conteúdos excessivamente técnicos afastam sua empresa dessas conversas naturais. Adapte sua comunicação para o tom coloquial que predomina nas interações com chatbots.
4. Organização digital: a base do entendimento pelas IAs
Um site bem estruturado com páginas claras para cada serviço, produto, informações sobre a empresa, localização e contatos facilita significativamente a compreensão e o reaproveitamento do conteúdo pelas inteligências artificiais. Informação organizada é informação acessível.
5. Construa autoridade através de citações externas
Quando sua empresa é mencionada em veículos de imprensa reconhecidos, blogs especializados, associações setoriais ou parcerias relevantes, ganha legitimidade digital. Investir em assessoria de imprensa e relações públicas pode ser crucial para construir essa autoridade que as IAs valorizam.
6. Atualização constante: sinal de atividade e confiabilidade
Conteúdos desatualizados, dados obsoletos e sites abandonados reduzem drasticamente a relevância percebida pelas inteligências artificiais. Manter todas as plataformas atualizadas periodicamente demonstra que o negócio está ativo, confiável e merecedor de recomendação.
7. Reputação digital: um investimento de longo prazo
A combinação das medidas anteriores, somada a um atendimento exemplar em todos os pontos de contato, consolida gradualmente a imagem da sua empresa. Na era da reputação automatizada, empresas úteis aparecem mais, empresas claras são mais lembradas e empresas confiáveis se tornam fontes privilegiadas.
O desafio contemporâneo vai além de "sair bem na foto". Exige um investimento perene e multidimensional na imagem empresarial, incluindo especificamente as relações com as inteligências artificiais que mediam cada vez mais as descobertas de consumo.