Editoras e autor Scott Turow processam Meta de Zuckerberg por direitos autorais
Editoras e autor processam Meta por direitos autorais

Mark Zuckerberg e a Meta foram processados nesta terça-feira, 5, por cinco editoras e o autor Scott Turow, ficcionista americano com obras traduzidas em mais de 40 idiomas. A denúncia alega que a empresa de tecnologia, dona do Facebook e Instagram, copiou ilegalmente milhões de livros e artigos para treinar seus sistemas de Inteligência Artificial.

Detalhes da ação judicial

A ação foi movida no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Nova York pelas editoras Hachette, Macmillan, McGraw Hill, Elsevier e Cengage, que publicaram Amanda Vaill e Yiyun Li, ganhadoras do Prêmio Pulitzer de 2026, e por Turow, individualmente. O processo coletivo busca uma indenização financeira não especificada pela suposta contravenção da empresa de Zuckerberg.

Acusações contra Zuckerberg

O processo mais recente alega que Zuckerberg instruiu pessoalmente o contorno dos mecanismos de proteção de direitos autorais. A acusação diz que a empresa havia considerado pagar o licenciamento das obras, mas essa estratégia foi abandonada por conta de orientações do próprio CEO. Após o lançamento do Llama 1, o sistema de inteligência artificial da Meta, a empresa americana considerou firmar parcerias de licenciamento com as grandes editoras, de acordo com o processo.

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Valores envolvidos

Foi discutido um aumento de até 200 milhões de dólares para adquirir o uso de obras no início de 2023. No entanto, a Meta interrompeu esse plano em abril, segundo a denúncia.

Contexto de disputas anteriores

Essa não é a primeira vez que autores processam empresas de IA por violação de direitos autorais. Nos últimos tempos, disputas como essa têm se tornado comuns, mas aqueles que acionam a justiça geralmente perdem. Por exemplo, em junho de 2015, uma ação movida por treze autores, incluindo Sarah Silverman, comediante e escritora, e Junot Díaz, professor de escrita criativa no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, alegou uma utilização ilegal de obras para o treinamento de IA. Porém, o juiz federal Vincent Chhabria rejeitou o pedido dos autores, dando a vitória a Meta.

O caso atual pode ter implicações significativas para o futuro do treinamento de IA e os direitos autorais, especialmente se as alegações de envolvimento direto de Zuckerberg forem comprovadas.

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