Mendonça analisa transferência de Daniel Vorcaro para presídio federal
Mendonça analisa transferência de Vorcaro para presídio

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou a interlocutores que está analisando o pedido da Polícia Federal (PF) para transferir novamente o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Presídio Federal de Brasília, localizado na área do Complexo Penitenciário da Papuda. A solicitação foi feita ao magistrado na última semana, antes de Vorcaro, dono do Banco Master, apresentar a primeira proposta de delação premiada às autoridades.

Segundo fontes próximas ao caso, o pedido de transferência ocorreu justamente porque o ex-banqueiro estava demorando a entregar a primeira versão do material da delação. Nesta quarta-feira (6), a coluna de Mônica Bergamo revelou que o relator teve discussões ríspidas e em termos duros com a defesa de Vorcaro, em decorrência das negociações sobre a colaboração que ele tenta firmar. O magistrado está insatisfeito com as informações já apresentadas à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos advogados do ex-banqueiro.

Os anexos da delação foram apresentados nesta quarta-feira (6) às autoridades. No âmbito do caso, na manhã desta quinta-feira, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços do senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, em nova fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master. Entre as principais suspeitas da PF está a de que o senador recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Felipe teria feito uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.

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Em nota, a PF afirma que a nova ação tem o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro. O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse em nota que a defesa "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".

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